Barroso remete à PGR acusação de prevaricação e improbidade contra Pazuello

Notícia-crime menciona 'apagão' em dados da Covid-19 pelo Ministério da Saúde

O ministro Luis Roberto Barroso, do STF
O ministro Luis Roberto Barroso, do STF Foto: Nelson Jr. - 25.jun.2019/SCO/STF

Gabriela Coelho

Da CNN, em Brasília

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O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, enviou para a Procuradoria-Geral da República uma ação em que o deputado Pedro Paulo (DEM-RJ) acusa o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, de prevaricação e improbidade administrativa pelo apagão de dados da Covid-19.

O ministro se baseou em artigo do regimento Interno do STF, o qual diz que o” tribunal não processará comunicação de crime, encaminhando-a à Procuradoria-Geral da República.”

Na notícia-crime, o parlamentar mencionou o “apagão” no painel de acompanhamento da Covid-19, que omitiu números acumulados de mortes e casos confirmados no fim de semana de 5 de junho.

Os dados totais da epidemia deixaram de ser divulgados no dia 5 de junho, quando o portal do Ministério da Saúde dedicado às estatísticas da Covid-19 foi tirado do ar para manutenção, e o governo passou a divulgar apenas os dados de casos e óbitos registrados nas 24 horas anteriores, ocultando os dados totais.

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“Rever números e mudar a forma de apresentação é uma decisão do gestor, mas não disponibilizar os dados, em meio a uma pandemia, é inadmissível e também é um crime”, disse o parlamentar em trecho da ação.

Na semana passada, o Ministério da Saúde voltou a divulgar os dados de totais de casos confirmados e de mortos pela pandemia de Covid-19 em seu portal na internet.

O retorno dos números consolidados aconteceu na terça-feira, depois que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que a pasta deveria voltar a informar os números como vinha fazendo desde o início da crise sanitária.

 

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