Bolsonaro tem alta hospitalar após passar por cirurgia no ombro
Ex-presidente estava internado desde sexta-feira (1º) para operar manguito rotador direito
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta hospitalar nesta segunda-feira (4) após operar o ombro direito no hospital DF Star, em Brasília. O procedimento foi realizado no manguito rotador e em lesões associadas na última sexta-feira (1º). A informação foi divulgada pela equipe médica responsável pelo atendimento do ex-presidente e depois confirmada em boletim médico divulgado à imprensa.
Em coletiva de imprensa, a equipe médica de Jair Bolsonaro disse que ele usará uma tipoia no braço durante seis semanas e fará fisioterapia.
O tratamento do antigo chefe do Executivo, que pode durar até nove meses, também consiste em alívio para a dor. Na cirurgia, houve a instalação de um cateter intramuscular que realiza analgesia contínua.
O ortopedista Alexandre Firmino, que cuidou de Bolsonaro nessa internação, afirmou à CNN no sábado (2) que o ex-presidente estava evoluindo "de forma adequada". Segundo o médico, o tratamento também envolvia fisioterapia motora e pulmonar.
Já a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL) atualizava o estado de saúde do marido por meio das redes sociais. Na noite de sexta-feira (1º), ela contou que Bolsonaro "conseguiu tomar sopa" e estava respirando sem apoio de oxigênio nasal.
"O Galego já está sem oxigênio nasal, conseguiu tomar sopa, e os dedos da mão do braço do procedimento -- que é normal não se mexerem por conta do anestésico -- já voltaram a se movimentar nesta noite. Está bem, graças a Deus! Amanhã trago mais notícias dele", escreveu Michelle.
O quadro de Bolsonaro teria piorado depois de uma queda em janeiro, quando estava preso na Superintendência da PF (Polícia Federal), em Brasília. Ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pelo plano de golpe.
No final de março, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou Bolsonaro a cumprir pena em sua casa por um período de 90 dias. O magistrado justificou a decisão com base nos problemas de saúde do ex-presidente, que enfrentou uma broncopneumonia bilateral.

