Bolsonaro chama de ‘idiota’ quem defende comprar feijão em vez de fuzil, e fala repercute

Momento de alta inflacionária para alimentos no país é ponto recuperado em críticas feitas ao presidente

Giovanna Galvanida CNN*

em São Paulo

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) aconselhou seus apoiadores a comprarem um fuzil e chamou de “idiota” quem defende a compra de um pacote de feijão no lugar, uma declaração que repercutiu negativamente nas redes sociais.

“Tem que todo mundo comprar fuzil, pô. Povo armado jamais será escravizado. Eu sei que custa caro. Aí tem um idiota: ‘Ah, tem que comprar é feijão’. Cara, se você não quer comprar fuzil, não enche o saco de quem quer comprar”, disse Bolsonaro a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada nesta sexta-feira (27).

A declaração de Bolsonaro repercutiu rapidamente, especialmente entre setores da oposição. O assunto era um dos mais comentados no início da tarde desta sexta-feira.

“Inacreditável termos um elemento na presidência da República que sai dizendo estultices e idiotices como essa”, escreveu o presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire.

O deputado federal Marcelo Freixo (PSB-RJ) ironizou a declaração: “Quem você acha que disse isso, um miliciano ou o presidente da República?”.

Também parlamentar e líder da oposição na Câmara, Alessandro Molon (PSB-RJ) definiu a fala como “covardia” devido ao atual momento inflacionário do país. 

Ainda na conversa com apoiadores, o presidente disse, mais uma vez, que não quer inflação alta, mas que isso não depende de seu governo. O controle da alta de preços, no entanto, é a principal missão do Banco Central, que tem instrumentos para desacelerar a inflação.

“Não teve aumento de nada no meu governo”, declarou o chefe do Executivo a apoiadores nesta manhã, embora os números da inflação mostram que alimentos, energia elétrica, combustíveis e outros itens tiveram os preços acelerados nos últimos meses.

Apesar de reconhecer o alto custo de vida nacional, Bolsonaro voltou a dizer que “a economia deu uma balançada, mas estamos consertando”.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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