Bolsonaro defende Eduardo nos EUA e diz que filho faz mais que o Itamaraty

Ex-presidente criticou embaixadora do Brasil nos Estados Unidos e questionou política externa brasileira

Emilly Behnke, João Rosa e Manoela Carlucci, da CNN, Brasília e São Paulo
Compartilhar matéria

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) defendeu, nesta quinta-feira (17), a atuação do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, e disse que o filho "faz mais" que o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, responsável pela relação diplomática do Brasil.

"Está lá o meu filho, Eduardo Bolsonaro, que tem portas abertas na Casa Branca, no Capitólio, ele está fazendo mais do que a Embaixadora que não está lá, está de férias, mais do que o chefe nosso aqui, o ministro das Relações Exteriores que não está lá também, que até agora não conversou com o Marco Rubio, que política externa é essa?", afirmou em coletiva de imprensa.

De acordo com o ex-presidente, a posição do filho nos Estados Unidos é boa, pois lá ele tem “liberdade” e, caso decidisse retornar ao Brasil, poderia ser preso. No STF (Supremo Tribunal Federal) tramita um inquérito que investiga se ele teria atuado contra a soberania brasileira, enquanto está nos Estados Unidos.

“Eduardo tem lutado lá para estabelecer a nossa liberdade. Nós não temos mais liberdade no Brasil”, continuou Bolsonaro.

Ele diz, no entanto, que o deputado licenciado “não está na posição de impor nada”, mas ele acha que, caso o Congresso brasileiro decidisse pautar o projeto da anistia, a situação se resolveria.

O argumento tem sido defendido por integrantes da base bolsonarista, que tem o projeto como principal objetivo no momento.

“Ah, o Trump quer anistia, eu não sei o que ele quer, tem que perguntar para ele. Se me colocar para negociar, pode ter certeza que vai sair, mas vamos supor que ele queira, é muito? Porque, se continuar esse 50% [de tarifas], todo mundo vai sofrer, é muito se ele pedir isso aí? E anistia é algo privativo do parlamento, não tem que ninguém ficar ameaçando”, disse o ex-presidente.