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    Bolsonaro deve declarar apoio a filho “04” em evento da direita

    Jair Renan Bolsonaro, réu por lavagem de dinheiro, pretende ser candidato a vereador em Balneário Camboriú (SC)

    Jair Renan Bolsonaro e Jair Bolsonaro
    Jair Renan Bolsonaro e Jair Bolsonaro Reprodução/Instagram @bolsonaro_jr

    Elijonas MaiaGustavo Uribeda CNN Brasília

    O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve manifestar apoio, neste fim de semana, à pré-candidatura do filho Jair Renan Bolsonaro em visita ao Balneário Camboriú, em Santa Catarina.

    O ex-presidente participará da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), um fórum de direita, promovido na cidade catarinense.

    A ideia é de que, durante o evento, mencione as pretensões eleitorais do filho apelidado de “04”.

    Jair Renan, 26 anos, deixou nesta semana o cargo que ocupava no gabinete do senador bolsonarista Jorge Seif (PL-SC) para participar das eleições municipais.

    Na visita a Santa Catarina, Bolsonaro também deve participar de jantar com o presidente da Argentina, Javier Milei.

    O ex-presidente esteve presente na posse de Milei, em dezembro do ano passado, em Buenos Aires, e os dois líderes mantêm uma relação próxima.

    O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) tem liderando as conexões internacionais do movimento bolsonarista.

    Milei não tem intenção de se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante sua visita ao Brasil. Ele vai ignorar, inclusive, a reunião de cúpula do Mercosul — que ocorrerá a partir de domingo no Paraguai.

    Na semana passada, Lula e Milei trocaram farpas, com o presidente brasileiro afirmando que o argentino deveria lhe pedir desculpas.

    O governo petista avalia que o encontro entre Bolsonaro e Milei tende a piorar ainda mais a diplomacia presidencial entre Brasil e Argentina.

    Investigado

    Em março deste ano, o filho do ex-presidente virou réu por lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e uso de documento falso.

    Jair Renan foi investigado, indiciado e denunciado, por supostamente utilizar um documento com informações falsas de sua empresa de eventos para obter um empréstimo bancário que não foi pago.

    A conclusão da investigação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) apontou que o grupo dele criou uma “pessoa fictícia”, com documentos falsos, para conseguir empréstimos em bancos privados.

    Segundo os investigadores, o faturamento falso de R$ 4,6 milhões da empresa de Jair Renan foi usado como respaldo para o filho do ex-presidente conseguir empréstimo bancário, o que é considerado fraude. A defesa dele nega qualquer irregularidade e diz que ele foi vítima do ex-sócio.