Bolsonaro é aconselhado a sinalizar doação mundial de vacinas para 2022

O discurso do presidente na abertura da Assembleia-Geral da ONU ainda não foi finalizado, mas presidente pretende destacar avanços em campanha de vacinação brasileira.

Gustavo Uribeda CNN

em Brasília

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Para o discurso de abertura da Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), na terça-feira (21), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi aconselhado a sinalizar a disposição do Brasil em fazer doações de vacinas contra o coronavírus à comunidade internacional.

A recomendação foi dada tanto por integrantes do Ministério da Saúde como do Palácio do Itamaraty, em um esforço para tentar melhorar a imagem internacional do país, um dos que apresentou maior número de mortes pela doença.

O governo federal discute, em um primeiro momento, fazer doações a países da América do Sul, como Paraguai e Bolívia. A expectativa, no entanto, é de que elas sejam feitas apenas no ano que vem, quando o Brasil tiver capacidade de produzir uma vacina nacional com a transferência da tecnologia do imunizante da AstraZeneca.

Em conversa com a CNN, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, ressaltou que o discurso do presidente ainda não foi finalizado, mas lembrou que o Brasil é signatário de declaração do G20 que defende o fortalecimento dos sistemas de acesso universal à saúde e a democratização do acesso às vacinas.

“O presidente vai mostrar para o mundo o sucesso da nossa campanha de vacinação”, disse à CNN o ministro, que acompanha o presidente em Nova York.

O presidente disse à CNN, no domingo (19), que abordará temas como meio ambiente, turismo, agronegócio, além de ações do governo brasileiro no combate à pandemia, no seu discurso na ONU.

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