Bolsonaro oficializa indicação de André Mendonça ao STF

Presidente anunciou mais cedo a opção pelo atual advogado-geral da União para a vaga aberta após a aposentadoria do ministro Marco Aurélio Mello

Guilherme Venaglia, da CNN, em São Paulo

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O presidente da República Jair Bolsonaro oficializou nesta terça-feira (13) a indicação de André Luiz de Almeida Mendonça para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) aberta após a aposentadoria do ministro Marco Aurélio Mello. A indicação de Mendonça foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Até que o nome seja avaliado pelo Senado Federal, a quem cabe aprovar ou não os indicados para a Corte, Mendonça seguirá no seu atual cargo, como advogado-geral da União. A expectativa é que o titular da AGU só tenha o nome votado pelos parlamentares após o recesso parlamentar, em agosto.

Até lá, André Mendonça precisará buscar apoio para reduzir a resistência de parte dos parlamentares. Um dos senadores que não aprova o nome do atual advogado-geral é Davi Alcolumbre (DEM-AP), ex-presidente do Senado e atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o primeiro lugar por onde a indicação precisará passar.

Currículo

Natural de Santos, no litoral paulista, o advogado de 48 anos é formado pela Faculdade de Direito de Bauru, no interior de São Paulo. Tem também o título de doutor em Estado de Direito e Governança Global e mestre em Estratégias Anticorrupção e Políticas de Integridade pela Universidade de Salamanca, na Espanha.

Mendonça atua na Advocacia-Geral da União (AGU) desde 2000. Na instituição, exerceu os cargos de corregedor-geral e de diretor de Patrimônio e Probidade, dentre outros. Em 2019, ele assumiu o comando da AGU com a chegada de Bolsonaro à presidência, tendo sido também ministro da Justiça e Segurança Pública. Veja o currículo de André Mendonça, provável escolhido de Bolsonaro ao STF.

Religião

Desde a posse, Bolsonaro prometeu em diversas oportunidades que escolheria um ministro “terrivelmente evangélico”. Advogado, com mestrado e doutorado, Mendonça também é pastor presbiteriano da Igreja Presbiteriana Esperança, localizada em Brasília.

Por isso, foi qualificado como “terrivelmente evangélico” por Bolsonaro em uma solenidade na Câmara dos Deputados em 2019, um qualificativo utilizado pelo presidente em relação ao seu futuro indicado à vaga no Supremo.

O nome de Mendonça também é aprovado por organizações evangélicas da área, como a Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure), que reiterou o apoio ao nome do AGU em ofícios enviados a Bolsonaro. 

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