Bolsonaro pede desculpas por vídeo que relatava falso desabastecimento em MG

Presidente havia culpado medidas de isolamento adotadas por governadores por falta de cargas em entreposto mineiro, negada por autoridades locais e nacionais

O presidente Jair Bolsonaro fala a jornalistas na saída do Palácio do Alvorada
O presidente Jair Bolsonaro fala a jornalistas na saída do Palácio do Alvorada Foto: CNN (30.mar.2020)

Da CNN, em São Paulo

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) publicou em suas redes sociais nesta quarta-feira (1º) um pedido de desculpas em virtude de um vídeo compartilhado mais cedo nas mesmas plataformas que relatava um falso cenário de desabastecimento no Ceasa de Minas Gerais.

“Foi publicado em minhas redes sociais um vídeo que não condiz com a realidade para com o Ceasa/MG. Minhas sinceras desculpas pelo erro”, escreveu o presidente. Mais cedo, a informação que o centro de intermédio de cargas estava desabastecido havia sido desmentida pela Secretaria de Agricultura de Minas Gerais e pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina.

“Hoje, nós temos o abastecimento em todas as capitais e em todas as cidades. Não temos notícia de que esteja faltando qualquer tipo de alimento nas prateleiras dos supermercados, das vendas”, disse Tereza Cristina. Questionada especificamente sobre o vídeo compartilhado pelo presidente, a ministra disse que a imagem mostra o Ceasa esvaziado porque foi feita durante um momento de limpeza da instalação.

A mensagem divulgada mais cedo pelo presidente culpava os governadores de estado que impuseram medidas de isolamento social pelo suposto desabastecimento do entreposto e reforçava que o governo federal defendia uma paralisação “responsável”. Não há menção aos governadores na nova postagem.

A publicação foi criticada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Em Brasília, Maia afirmou que “o Twitter do presidente deveria ter cuidado maior em relação ao que posta”. O deputado afirmou que “essas informações desencontradas podem gerar preocupação na socidade”.

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