Brasil não retomará liderança no meio ambiente com Salles ministro, diz ex-Ibama

Ex-presidente do Ibama, Suely Araújo classifica Ricardo Salles como um 'anti-ministro do Meio Ambiente' pelo retrocesso em políticas no país

Produzido por Rudá Moreira,

da CNN, em Brasília

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A participação do Brasil na Cúpula de Líderes sobre o Clima, liderada pelo presidente americano Joe Biden, deve evidenciar as falhas na atuação do ministro Ricardo Salles na preservação do meio ambiente. A avaliação é da ex-presidente do Ibama, Suely Araújo, que é especialista sênior em políticas públicas do Observatório do Clima.

Em entrevista à CNN, ela afirmou que o Brasil só conseguirá recuperar a liderança em políticas ambientais com a saída de Salles do ministério. “Uma retomada no sentido de se recuperar o que o Brasil fazia antes, recuperar o papel de liderança do país [em questões ambientais], impõe a troca do ministro. Ricardo Salles, na verdade, é um anti-ministro do Meio Ambiente. Ele é contra a tudo o que se fez desde sempre na política ambiental do país.”

Segundo Suely, o governo do presidente Jair Bolsonaro rompeu com a curva ascendente de ganhos em políticas de preservação do meio ambiente. “O ministro Salles se porta como o principal agente desse rompimento e destruição desses ganhos. Rapidamente perdemos avanços de décadas”, detalha.

Para ela, as ações ambientais do presidente Bolsonaro terão que se estender para além das promessas feitas à Cúpula. “Não basta falar em controlar o desmatamento ilegal até 2030, precisa controlar agora. O desmatamento da Amazônia tem subido em todo o governo Bolsonaro e tem havido muita sinalização de que o governo federal não vai revertar esse quadro.”

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