Caiado apoia medida dos EUA e chama PCC e CV de "multinacionais do crime"
Pré-candidato à Presidência diz que classificação como terroristas amplia cooperação internacional e afirma que facções cresceram durante governos do PT

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado , afirmou nesta segunda-feira (1º) que as duas maiores "multinacionais" brasileiras que mais cresceram nos últimos anos foram as facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho (CV).
Caiado apoiou a decisão dos Estados Unidos de classificá-las como grupos terroristas e argumentou que o maior risco para o Brasil não está na medida em si, mas em possíveis represálias comerciais de outros países diante da expansão do narcotráfico.
"Não corremos risco com a declaração de Trump, mas sim com os países europeus que querem fugir do acordo Mercosul-União Europeia porque hoje o Brasil é o maior exportador de cocaína para Europa e Estados Unidos. Como represália, isso pode gerar retaliações ao nosso mercado", disse Caiado durante o evento Eloos, iniciativa da Itatiaia em parceria com a CNN.
Ao comentar a medida, o pré-candidato afirmou que a classificação das facções não resolverá o problema da criminalidade, mas servirá como instrumento de cooperação internacional no combate ao crime organizado. Caiado também aproveitou para criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), associando a expansão das organizações criminosas aos anos de governo do petista.
"Em cinco mandatos, quais foram as maiores multinacionais que cresceram? PCC e Comando Vermelho. São as duas maiores multinacionais do crime hoje", afirmou.
Questionado sobre eventuais impactos da medida para o mercado financeiro, o ex-governador minimizou os efeitos sobre o setor e disse que apenas instituições envolvidas em crimes seriam atingidas.
"Vai afetar o sistema financeiro? Sim. A fintech que estiver lavando dinheiro e aquele que estiver participando do narcotráfico vão ser afetados", declarou.
Por fim, Caiado lamentou que a iniciativa não tenha partido de um eventual governo seu. Segundo ele, teria encaminhado proposta semelhante ao Congresso Nacional caso assumisse a Presidência em 2027.
"A única tristeza que eu tenho é não ter assumido a Presidência em 5 de janeiro de 2027 para eu mesmo encaminhar ao Congresso Nacional a declaração dessas facções criminosas como organizações terroristas. Elas ocupam o país, sequestram a vida de milhões de brasileiros e deixam milhares de mães chorando pelos filhos executados", concluiu.


