Caiado critica Lula e sugere reunião de governadores para discutir tarifas

Em entrevista à CNN nesta quinta-feira (24), governador de Goiás afirmou que "crise" pode afetar governabilidade nos estados e municípios

Manoela Carlucci, da CNN, São Paulo
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Em entrevista à CNN nesta quinta-feira (24), o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), criticou a postura do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), à frente da crise envolvendo o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as tarifas à importações brasileiras.

"Não dá mais para nós suportarmos esse tipo de falta de comprometimento de um presidente diante de uma crise tão séria como esta", afirmou.

Caiado defendeu uma reunião entre governadores e disse que já fez essa solicitação ao governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). De acordo com o chefe do Executivo de Goiás, "metade dos governadores não concorda com essa postura do Lula".

"Pedi ao Ibaneis que realmente convocasse uma reunião de governadores, porque esse pensamento do Lula não é o pensamento do Brasil. Posso te garantir que mais da metade dos governadores não concorda com essa postura do Lula", afirmou.

Para o governador, a "crise" vai afetar a governabilidade tanto nos estados, quanto nos municípios.

"O que estamos tratando neste momento é uma crise de proporções que nós sabemos o que ela pode atingir, levando como consequência comprometimento na governabilidade dos estados e das prefeituras", disse.

Segundo Caiado, no estado de Goiás são muitos os setores que serão afetados e, por isso, já se reuniu com empresários para discutir as melhores alternativas para este momento.

"Tão logo soube da notícia, antecipei meu retorno de uma missão oficial que fazia no Japão e imediatamente me preocupei em me reunir com todos meus secretários de governo todos os empresários de todas as categorias para que nós pudéssemos também achar alternativas para minimizar essa crise que pode vir", acrescentou.

Como mostrou a CNN, o governador se antecipou à gestão federal e lançou uma linha de crédito, com juros inferiores aos oferecidos pelo mercado, voltada a ajudar as empresas do estado a enfrentarem a taxação.