Câmara aprova projeto que exclui do arcabouço gastos com saúde e educação

Com a aprovação, o texto segue para o Senado Federal; foram 296 votos favoráveis, 145 contrários e duas abstenções

Mateus Salomão, da CNN, Brasília
Plenário da Câmara dos Deputados
Plenário da Câmara dos Deputados  • 7/8/2025 - Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
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O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (24), um projeto de lei complementar que exclui das regras do arcabouço fiscal os gastos temporários com saúde e educação bancados pelo Fundo Social. O texto segue para o Senado Federal.

A matéria exclui do cálculo do arcabouço 5% dos recursos do Fundo Social para essas áreas por cinco anos. O Fundo Social, a que o texto faz referência, provém dos royalties da exploração de petróleo.

A proposta ainda deixa de fora do cômputo do arcabouço fiscal despesas financiadas com recursos oriundos de empréstimos internacionais e suas respectivas contrapartidas.

O texto-base contou com 296 votos favoráveis, 145 contrários e duas abstenções. Destaques foram rejeitados.

A matéria é de autoria do deputado Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL) e parecer do relator José Priante (MDB-PA).

Em seu relatório, Isnaldo frisou que a não aprovação da proposta pode implicar a necessidade de aporte adicional de R$ 1,5 bilhão em gastos discricionários, o que acarretaria a necessidade de compensação com redução de outras despesas discricionárias, inclusive dentro da saúde e da educação.