Campanha de Lula defende código de ética para Judiciário após caso Moraes

Edinho Silva, coordenador da campanha do petista, publicou vídeo nas redes sociais diante de revelações sobre o ministro do STF

Isabel Mega e Danilo Moliterno, da CNN Brasil, Brasília
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O coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Edinho Silva, publicou um vídeo nesta quarta-feira (2) em que defende um código de ética para o Judiciário – logo após as revelações envolvendo o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes.

No vídeo, Edinho ainda defende o fim dos supersalários e da “promiscuidade” entre os interesses público e privado. O presidente do PT também diz que “é preciso acabar com a farra das emendas parlamentares”.

“Ninguém está acima da lei: um cidadão comum, um governante, um parlamentar ou até um integrante do Poder Judiciário”, afirmou.

Edinho diz que a campanha de Lula quer “mudar os sistemas político e judicial no Brasil”. Segundo o presidente do PT, este sistema “protege poderosos e perpetua privilégios e a corrupção”.

A decisão de gravar o material para as redes sociais foi adiantada pela âncora Tainá Falcão, durante o Bastidores CNN. Com o vídeo, o PT faz uma mudança de rota. A orientação inicial era de manter distância das revelações, sob a alegação de que os fatos do caso Moraes não têm relação direta com o presidente.

A CNN apurou que houve abalo na campanha com a queda do sigilo das mensagens trocadas pelo ex-banqueiro do Master com menções ao ministro do STF. Reservadamente, integrantes se preocuparam com o potencial do episódio abastecer narrativas da direita sobre o STF.

Com o vídeo de Edinho, o objetivo do partido foi deixar o presidente do PT falar pela campanha, enquanto avaliam se é o caso de Lula falar enquanto presidente.