Campanha de Lula defende código de ética para Judiciário após caso Moraes
Edinho Silva, coordenador da campanha do petista, publicou vídeo nas redes sociais diante de revelações sobre o ministro do STF

O coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Edinho Silva, publicou um vídeo nesta quarta-feira (2) em que defende um código de ética para o Judiciário – logo após as revelações envolvendo o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes.
No vídeo, Edinho ainda defende o fim dos supersalários e da “promiscuidade” entre os interesses público e privado. O presidente do PT também diz que “é preciso acabar com a farra das emendas parlamentares”.
“Ninguém está acima da lei: um cidadão comum, um governante, um parlamentar ou até um integrante do Poder Judiciário”, afirmou.
Edinho diz que a campanha de Lula quer “mudar os sistemas político e judicial no Brasil”. Segundo o presidente do PT, este sistema “protege poderosos e perpetua privilégios e a corrupção”.
A decisão de gravar o material para as redes sociais foi adiantada pela âncora Tainá Falcão, durante o Bastidores CNN. Com o vídeo, o PT faz uma mudança de rota. A orientação inicial era de manter distância das revelações, sob a alegação de que os fatos do caso Moraes não têm relação direta com o presidente.
A CNN apurou que houve abalo na campanha com a queda do sigilo das mensagens trocadas pelo ex-banqueiro do Master com menções ao ministro do STF. Reservadamente, integrantes se preocuparam com o potencial do episódio abastecer narrativas da direita sobre o STF.
Com o vídeo de Edinho, o objetivo do partido foi deixar o presidente do PT falar pela campanha, enquanto avaliam se é o caso de Lula falar enquanto presidente.


