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    Eleições 2022

    Candidatos à presidência gastam R$ 7,4 mi em impulsionamento de conteúdo na web

    Simone Tebet (MDB) e Lula (PT) lideram o ranking; presidenciáveis contrataram anúncios no Google, Facebook e Instagram

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determina o que é permitido ou não na propaganda eleitoral na internet
    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determina o que é permitido ou não na propaganda eleitoral na internet João Donnangelo/Arte CNN

    Brenda Silvada CNN

    em Brasília

    Os candidatos à presidência da República nas eleições de 2022 declararam até o momento terem gasto R$ 7,4 milhões para impulsionar conteúdo na internet. Os dados foram disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (15), após a prestação parcial de contas sobre as despesas contratadas por eles do início da campanha, em 16 de agosto, até 8 de setembro.

    Simone Tebet (MDB) lidera o ranking com o maior valor investido na divulgação de conteúdo. Segundo declarou ao TSE, a candidata empenhou R$ 2,7 milhões com contratos de impulsionamento na internet. Do total, 69% — cerca de R$ 1,9 milhão — foram direcionados para a empresa Facebook Serviços Online do Brasil.

    Na prestação, a candidata informou que a propaganda ocorre tanto no Facebook quanto no Instagram. Já com o Google Brasil Internet, que compreende anúncios nas pesquisas do Google, sites de terceiros e YouTube, a campanha de Tebet informou ter contrato de R$ 841 mil.

    Ao TSE, o ex-presidente Lula (PT) declarou ter gasto R$ 2,2 milhões em contratos para impulsionar conteúdo, sendo R$ 1,9 milhão destinados ao CNPJ representante do Google no Brasil. Segundo prestações do petista, 85% foram investidos em conteúdos voltados para espaços do Google. Já para o Facebook os gastos foram de apenas R$ 335 mil, realizados por meio da Dlocal Brasil, uma processadora de pagamentos digitais.

    Ciro Gomes (PDT) informou ao TSE ter empenhado R$ 1,2 milhão com impulsionamento de conteúdo, sendo R$ 823 mil destinados ao Facebook e R$ 146 mil ao Google. Diferente dos outros candidatos, Ciro também declarou R$ 290 mil para a empresa Joyo Tecnologia Brasil LTDA., que tem como atividade principal serviços em portais e provedores de conteúdo relacionados à informação na internet.

    Em resolução sobre propaganda eleitoral, o TSE deixa claro que gastos com impulsionamento devem ser contratados de forma direta com o provedor, ou seja, com a plataforma. A CNN entrou em contato com a campanha de Ciro e aguarda resposta.

    Já o presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, declarou apenas R$ 538 mil com impulsionamento de conteúdo nas redes, sendo o total pago à representante do Facebook no Brasil.

    Soraya Thronicke (União Brasil), segundo sua prestação de contas apresentada ao TSE, contratou pouco mais de R$ 510 mil. Desses, R$ 310 mil foram com o Facebook e R$ 200 mil com o Google.

    O candidato Felipe d’Avila (Novo) informou ao TSE ter investido R$ 50 mil com impulsionamento digital, dividido quase de forma igual entre Facebook e Google. A candidata Vera Lúcia (PSTU) declarou ao TSE ter desembolsado R$ 20 mil com o Facebook. E o candidato Constituinte Eymael (DC) declarou R$ 3 mil com serviços prestados pelo Facebook.

    Léo Péricles (UP), Padre Kelmon (PTB) e Sofia Manzano (PCB) não declararam despesas com impulsionamento de conteúdo até o momento.

    Regras para impulsionamento

    Segundo o TSE, o impulsionamento de conteúdo na internet é permitido desde que não haja disparo em massa por meio de aplicativos de mensagem. O Tribunal também diz que não pode haver pedido explícito de votos e que o limite de gastos com a campanha deve ser respeitado.

    Ainda segundo resolução sobre propaganda nas eleições, apenas as empresas cadastradas na Justiça Eleitoral podem realizar o impulsionamento. Caso as regras sejam violadas, o candidato pode pagar multa de R$ 5 mil a R$ 30 mil ou o dobro do que foi gasto no serviço.