Cármen Lúcia anuncia saída do TSE

Após posse de Nunes Marques, ministra renunciou ao restante do mandato e plenário do STF deve eleger Dias Toffoli ainda hoje para assumir a vaga na corte eleitoral

Gabriela Boechat e Fernanda Fonseca, da CNN Brasil, Brasília
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A ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), renunciou nesta quarta-feira (13) ao período remanescente do seu mandato no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A renúncia foi antecipada pela CNN Brasil. Uma eleição simbólica será realizada na sessão plenária desta tarde para definir o magistrado que assumirá a vaga de Cármen.

Seguindo a linha sucessória de antiguidade, Dias Toffoli deve ser o escolhido, sendo a eleição apenas protocolar. Na sessão plenária da próxima quinta-feira (14), que acontece às 10h, Toffoli já deve estar na bancada da Corte Eleitoral.

O ministro Kassio Nunes Marques tomou posse nesta terça-feira (12) como presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O ministro André Mendonça assumiu a vice-presidência da Corte.

Com isso, Cármen decidiu não apenas deixar a presidência, mas também sua cadeira no Tribunal. Inicialmente, o "mandato" da ministra na Corte Eleitoral iria até agosto.

Esta é a primeira vez que ministros indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) assumem o comando do TSE. Nunes Marques e Mendonça estarão à frente da Corte durante as eleições de 2026, cujo primeiro turno está previsto para 4 de outubro.

A Corte eleitoral tem tradicionalmente em sua composição sete membros efetivos, sendo três cadeiras ocupadas por ministros do STF, duas por ministros do STJ e duas por juristas indicados pelo presidente da República.