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    Cármen Lúcia autoriza abertura de inquérito para investigar Ricardo Salles

    Pedido da PGR foi feito no dia 31 de maio e tem como base a notícia-crime apresentada em abril contra o ministro

    Daniel Fernandes e Gabriela Coelho*, da CNN, em São Paulo e em Brasília

    A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e autorizou, nesta quarta-feira (2), a abertura de um inquérito para investigar o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

    O pedido da PGR foi feito no dia 31 de maio e tem como base a notícia-crime apresentada em abril contra o ministro por suposta atuação para atrapalhar a apuração da maior apreensão de madeira do Brasil, feita na Operação Handroanthus.

    No pedido, apresentado pelo vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques, a PGR quer saber se o ministro do Meio Ambiente cometeu crimes como advocacia administrativa, dificuldade de fiscalização ambiental ou impedimento na investigação de infração penal que envolva organização criminosa.

    Como diligências iniciais a serem cumpridas pelo Departamento de Polícia Federal, a PGR pede que haja a oitiva dos proprietários rurais e agentes de fiscalização do Ibama, a requisição de cópia digitalizada da integralidade dos procedimentos de fiscalização e investigação relativos aos ilícitos ambientais.

    Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, durante entrevista coletiva.
    Ministra autorizou investigação contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles
    Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo (12.mai.2020)

    Investigação da Polícia Federal

    O inquérito terá como base a apuração conduzida pelo então superintendente da PF no Amazonas, delegado Alexandre Saraiva, e que foi remetida ao STF.

    Saraiva também acusou Salles de favorecer madeireiros e ainda de integrar uma organização criminosa envolvida num esquema de receptação e crimes ambientais. O caso levou à retirada do delegado – um dos mais experientes da corporação – da Superintendência do órgão no Estado.

    No dia 19 de maio, Polícia Federal (PF) cumpriu mandados de busca e apreensão em locais ligados ao ministro do Meio Ambiente na Operação Akuanduba. O presidente do Ibama, Eduardo Bim, também foi alvo de busca e apreensão e afastado do cargo por determinação do Supremo.

    As investigações começaram em janeiro deste ano após informações obtidas junto a autoridades estrangeiras que relataram desvio de conduta de servidores brasileiros no processo de exportação de madeiras.

    Procurado, o ministro respondeu, através de sua assessoria, que  “o inquérito demonstrará que não há, nem nunca houve, crime nenhum”. 

    (*Com informações da Reuters)