Cármen Lúcia deve decidir sobre liberdade de Sara Winter

Segundo a defesa, a ativista tem feito uso do seu direito "inalienável" de expressão

Sara Winter, líder do movimento conhecido como "300 do Brasil", durante ato a favor do presidente da República, Jair Bolsonaro
Sara Winter, líder do movimento conhecido como "300 do Brasil", durante ato a favor do presidente da República, Jair Bolsonaro Foto: Dida Sampaio - 09.jun.2020/Estadão Conteúdo

Gabriela Coelho

Da CNN, em Brasília

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A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, foi sorteada para relatar um habeas corpus apresentado pela defesa da ativista Sara Winter, presa nesta segunda-feira (15) após decisão do ministro Alexandre de Moraes, em inquérito que apura manifestações antidemocráticas. 

Segundo a defesa, Sara tem feito uso do seu direito “inalienável” de expressão e faz uso frequente das redes sociais para manifestar suas opiniões, sem medo de represálias e de censuras.

“Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, este direito implica a liberdade de manter as suas próprias opiniões sem interferência e de procurar, receber e difundir informações e ideias por qualquer meio de expressão independentemente das fronteiras”, diz a defesa. 

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Sara Fernanda Giromini, conhecida como Sara Winter, foi presa nesta segunda pela PF, que também cumpriu mandado de prisão de outras cinco pessoas investigadas. A prisão é temporária – vale por cinco dias e pode ser prorrogada por mais cinco.

Sara Giromini é líder do grupo 300 do Brasil, de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O grupo se define como militância organizada de direita e foi responsável por um acampamento, com cerca de 30 pessoas, montado na Esplanada no início de maio e desmobilizado no último fim de semana.

No último sábado (13), integrantes deste grupo participaram de ato em que manifestantes lançaram fogos de artifícios contra o prédio do STF.

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