Caso Master precisa ser apurado e responsáveis, punidos, diz Gleisi à CNN

Ministra afirma que o papel do governo é investigar caso "envolva quem envolver"

Gustavo Uribe e Emilly Behnke, da CNN Brasil, Brasília
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A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, defendeu nesta quinta-feira (15) a investigação e as punições dos responsáveis envolvidos nas fraudes financeiras do Banco Master. À CNN, ela declarou que o papel do governo é apurar os fatos e não cabe ao Executivo ter "medo ou receio" de debater o caso "envolva a quem envolver".

"O que interessa é que os responsáveis sejam responsabilizados, ou seja, paguem pelo que fizeram, sejam eles do mundo da política ou sejam eles do mundo do sistema financeiro", disse em entrevista.

Na visão de Gleisi, o governo tem cumprido seu papel de garantir que "haja a fiscalização e a apuração dos fatos". Ela também avaliou que o caso está pacificado em relação a atuação do Banco Central e do TCU (Tribunal de Contas da União).

“Eu acho que o papel do governo – e é isso que o presidente tem conduzido – é de investigar esse processo e, envolva quem envolver, tem que responder se tiverem dado causa a uma situação dessas. Não cabe a nós ter medo ou ter receio”, afirmou.

Para a ministra, apesar da repercussão atual, o caso Master não deverá dominar os debates eleitorais. Sobre a criação de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) sobre o Master, a ministra declarou que não cabe ao governo avaliar.

"CPI ou CPMIs são prerrogativa do Congresso", disse Gleisi. A comissão de inquérito é defendida pela oposição, que afirma já ter reunido as assinaturas necessárias para apresentar um requerimento sobre o tema.

Em novembro, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, após investigações da Polícia Federal envolvendo emissões de títulos e suspeitas na gestão da instituição.

O caso está em análise no STF (Supremo Tribunal Federal) e tem o ministro Dias Toffoli como relator. O magistrado impôs sigilo à investigação, que mira em especial o empresário Daniel Vorcaro, dono do Master.

Na quarta-feira (14), a PF (Polícia Federal) realizou a segunda fase da Operação Compliance Zero em endereços ligados a Vorcaro. O STF autorizou o sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões.