Castro lamenta prisão de Bolsonaro e sugere rever papel das instituições
Para o governador do Rio de Janeiro e aliado político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Brasil precisa de alternância de poder sem ruptura
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), lamentou nesta segunda-feira (24) a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sugeriu que o papel das instituições democráticas possa ser revisto.
"Sobre a questão do presidente Bolsonaro, eu lamento muito pela nossa jovem democracia. Mais uma vez um ex-presidente da República preso, mas lamento por não ter sido por corrupção, por desonestidade, por nenhuma malversação de recursos públicos", afirmou Castro em coletiva no início da tarde de hoje.
A prisão de Bolsonaro, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e ratificada pela Primeira Turma do Supremo nesta segunda-feira, é uma medida preventiva. Ainda não houve execução da pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe à qual Bolsonaro foi condenado.
Para o governador, aliado político do ex-presidente, a prisão de Bolsonaro está relacionada a um "Executivo fraco, que transfere suas responsabilidades para o Judiciário, sobretudo com instrumentalização das forças de segurança".
Castro declarou também estar impressionando com o "número de autoridades mandando abrir inquéritos" e reiterou achar a prisão do ex-chefe do Planalto um "momento triste do Brasil".
"Triste a nação que não consegue fazer a transição da alternância de poder. E quando você tem quase todos os ex-presidentes com problema na Justiça, você vê que talvez não seja só um problema de maus feitos, mas talvez nossa democracia esteja precisando de um reajuste, sobretudo, no papel das instituições", finalizou Castro.


