Celina Leão defende retorno de grades em torno das sedes dos Poderes

Vice-governadora do DF afirma que SSP foi contra retirada dos aparatos, mas que protocolo pode ser reativado em comum acordo com Poderes

Cristiane Noberto, da CNN, Brasília
Celina Leão, que assume o governo do Distrito Federal  • Marcelo Camargo / Agência Brasil
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A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, defendeu o retorno das grades em torno dos prédios localizados na Praça dos Três Poderes como forma de reforçar a segurança contra atos extremistas no local. Segundo ela, com as grades “fica mais fácil ter controle”.

Em entrevista ao Bastidores CNN nesta quinta-feira (14), ela reforçou que a Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF) foi contra a decisão de retirar os aparatos este ano, mas que o protocolo pode ser reativado em comum acordo com as autoridades.

“O retorno dessas grandes precisamos pactuar com esses Poderes. Inclusive, a SSP tinha uma posição contrária de retirar as grades, porque fica mais fácil [de fazer segurança] quando tem acessos exclusivos, cria um protocolo a mais de dificuldade de acessar os poderes. Mas quero afirmar que é um ato isolado, a SSP está apta a dar o reforço à capital da República”, afirmou.

Celina explicou que a Praça dos Três Poderes é o lugar mais visitado da capital federal e que “precisa ser um lugar harmônico”.

Ela ainda pontuou que, se casos como estes continuarem acontecendo, “talvez seja repensar esse protocolo junto com as forças de segurança desses Poderes”.

O Palácio do Planalto, Supremo Tribunal Federal e Congresso, decidiram tirar as grades de proteção em torno de seus prédios que haviam sido instaladas após os atentados de 8 de janeiro de 2023, quando extremistas invadiram e depredaram a sede dos Poderes como forma de protestar contra as eleições federais do ano anterior.

Entre janeiro e maio deste ano, os órgãos decidiram retirar os aparatos.

Mas, após o atentado desta quarta-feira (13), quando um homem se matou em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) com fogos de artifício e explodiu um carro próximo ao Anexo IV, da Câmara dos Deputado, a Corte decidiu recolocar as grades.

Tudo indica que o Palácio do Planalto não fará a adesão novamente. No Congresso também não há informações se a medida será adotada.