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    Celso de Mello prorroga inquérito que apura suposta interferência de Bolsonaro

    Pedido de prorrogar por 30 dias foi feito pela delegada Christiane Correa Machado, que apura o caso

    Gabriela Coelho, André Spigariol e Vianey Bentes

    Da CNN, em Brasília

    O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, decidiu nesta segunda-feira (8) prorrogar por 30 dias o inquérito que apura falas do ex-ministro Sergio Moro sobre suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal. 

    Mais cedo, o procurador-geral da República, Augusto Aras, enviou uma manifestação à corte em que diz ser favorável ao pedido da Polícia Federal.

    “O procurador-geral da República, no uso de sua atribuição constitucional de ‘dominus litis’, manifesta-se pelo deferimento do requerimento formulado pela Autoridade Policial, de modo a serem cumpridas as ‘diversas diligências de polícia judiciária já determinadas pelas autoridades policiais que atuam na presente investigação criminal’ para a conclusão do inquérito”, diz.

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    Na semana passada, o ministro Celso pediu que a Procuradoria-Geral da República se manifestasse em um pedido feito pela delegada Christiane Correa Machado para a prorrogação de 30 dias para conclusão da investigação criminal que investiga denúncias contra o presidente Jair Bolsonaro. 

    Ao anunciar sua saída do governo, em 24 de abril, Moro havia dito que Bolsonaro tentou interferir politicamente no trabalho da Polícia Federal e em inquéritos relacionados a familiares. O pedido de abertura do inquérito foi encaminhado pelo procurador-geral da República, Augusto Aras. Decano do STF, Celso de Mello foi sorteado relator do pedido.

    No dia 22, ministro Celso de Mello autorizou a divulgação do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, cuja gravação foi apontada pelo ex-ministro Sergio Moro como prova na investigação de suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal.

    Diligências da PF 

    Segundo a CNN apurou, a PF quer realizar, nos próximos dias, as seguintes diligências:

    – Análise das mensagens de WhatsApp de Moro com PR e Zambelli;

    – Pedido de informações sobre a produtividade da PF no RJ, citada como motivo para troca na SRPFRJ pelo PR;

    – Pedido de informações ao GSI sobre trocas na segurança pessoal do PR;

    – Inquéritos policiais do RJ sobre suposto vazamento da operação Furna da Onça e sobre supostos crimes eleitorais cometidos por Flávio Bolsonaro;

    – Oitiva do presidente Jair Bolsonaro em depoimento.

     

    Celso de Mello
    Ministro do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello, durante sessão primária (06.jun.2019)
    Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF