CEO da VTCLog afirma que não comparecerá à CPI devido a ‘agenda prévia’

Nota enviada pela empresa de logística destaca que Andreia Lima tem compromissos a cumprir sobre distribuição de vacinas

Os senadores Omar Aziz (PSD-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL) na CPI da Pandemia
Os senadores Omar Aziz (PSD-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL) na CPI da Pandemia Jefferson Rudy/Agência Senado

Gabrielle VarelaGiovanna Galvanida CNN

em Brasília e São Paulo

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Escalada pela CPI da Pandemia para prestar depoimento nesta terça-feira (31) após mudanças de última hora no calendário, a CEO da empresa de logística VTCLog, Andreia Lima, afirmou que não poderá comparecer à CPI hoje.

Em nota enviada à CNN, a empresa afirma que a CEO “está à disposição para contribuir com os trabalhos da CPI, mas devido à agenda prévia de viagem relacionada a logística de distribuição das vacinas, não poderá comparecer à Comissão”.

O convite a Andreia foi feito na noite da segunda-feira (30), quando a CPI recebeu a decisão do ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), acerca da não necessidade de comparecimento do motoboy da VTCLog Ivanildo Gonçalves da Silva.

No entanto, a executiva afirmou que precisaria cumprir “tarefas inadiáveis” em Guarulhos, São Paulo, relacionadas ao gerenciamento de “todos os lotes recém-chegados de vacinas e, impreterivelmente hoje, definir sobre a contratação de tecnologia para transporte da Pfizer a – 70 graus dentro dos prazos e necessidades do PNI do Ministério da Saúde”.

Com isso, a CPI deve focar em votar requerimentos nesta terça-feira (31) e aguardar resposta ao recurso impetrado no STF acerca da não-obrigatoriedade da presença do motoboy.

A empresa também expressou apoio à decisão do ministro no posicionamento.

“A VTCLog pontua que, a decisão liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Nunes Marques, reforça o papel desempenhado pelo funcionário Ivanildo Gonçalves da Silva, uma vez que o mesmo apenas realiza serviços de deslocamento, incluindo diligências bancárias, atos que são necessários à administração da empresa, não desempenhando, dessa forma, nenhuma função que possa colaborar com as investigações da CPI da Covid-19”, escrevem.

A VTCLog é responsável por fazer transporte de insumos como medicamentos e vacinas, incluindo as contra a Covid-19, para o Ministério da Saúde. Durante a pandemia de coronavírus, já transportou mais de 150 milhões de doses de vacina e entrou na mira da CPI por suspeita de irregularidades em um aditivo de R$ 18 milhões em um contrato atual com a pasta.

Em suas justificativas diante dos pedidos da comissão, a VTCLog rechaça as acusações de irregularidades ou de “tráfico de influência” envolvendo dois nomes já ouvidos na CPI: o do deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara, e o do ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias.

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