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    “Cerca de 1.500 pessoas e 40 ônibus já foram detidos pela polícia”, diz Flávio Dino

    Ministro disse que perícias ajudarão a AGU a cobrar por danos materiais aos prédios e ao patrimônio histórico

    Reprodução/CNN Brasil

    Gabriel Fernedada CNN

    em São Paulo

    O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, concedeu entrevista coletiva nesta segunda-feira (9), e atualizou a situação em Brasília após a invasão de apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) as sedes dos Três Poderes, no domingo (8).

    De acordo com o ministro, cerca de 1.500 pessoas foram presas desde ontem, e 40 ônibus foram apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

    “A PRF efetuou a apreensão de 40 ônibus, alguns em deslocamento, por estradas federais. Em um desses ônibus haviam armas de fogo, o que mostra, infelizmente, uma preparação para atos de violência”.

    “Sobre realização de prisões: ontem foram 209 prisões em flagrante. Esse numero é sempre atualizado. Neste momento estão sendo ouvidas 1.200 pessoas. Algo em torno de 1.500 detenções”, completou o ministro.

    O governador reforçou que foram realizadas perícias nos prédios dos Três Poderes, e que os responsáveis pelos danos serão cobrados pela Advocacia-Geral da União.

    “Foram realizadas perícias pela PF nos edifícios do Poder Executivo, do Congresso Nacional e do Supremo, que visam a instrução dos inquéritos e também para a promoção da responsabilidade civil.”

    “Os laudos dimensionando os danos vão ser remetidos a AGU para que cobre quem perpetrou danos materiais, alguns irreparáveis, em relação aos edifícios sedes e ao patrimônio ali alojado”, disse Flávio Dino.

    O ministro qualificou os ataques de domingo como “um conjunto de crimes”.

    “Golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado a patrimônio público e patrimônio tombado associação criminosa, lesões corporais, inclusive a profissionais de imprensa. Este conjunto de crimes faz com que haja múltiplas possibilidades de responsabilidade”.

    O ministro confirmou que cerca de dez estados contribuíram ao enviar um contingente policial para Brasília, em um esforço para reforçar a segurança.

    “Recebemos a colaboração de cerca de 10 governadores que enviaram contingente para fortalecer a Força Nacional. Serão mais 500 homens da força nacional, que trabalha na proteção da Praça dos Três Poderes e da Esplanada”.