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    CGU identificou vantagem indevida a Milton Ribeiro por distribuição de bíblias com fotos do ex-ministro

    Conclusão veio em caráter preliminar e resultou na abertura de um processo específico, em maio deste ano

    Renata AgostiniThais Arbexda CNN

    Em Brasília

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    A Controladoria-geral da União (CGU) entendeu que houve concessão de “vantagem indevida” ao ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, diante da distribuição de bíblias por pastores aliados com fotos do então chefe do MEC.

    A conclusão veio em caráter preliminar e resultou na abertura de um processo específico, em maio deste ano. O processo, chamado de Processo Administrativo de Responsabilização, foi instaurado para apurar o envolvimento da Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Goiânia, da qual fazem parte os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, na concessão da vantagem indevida.

    Na avaliação dos auditores da CGU, houve “promoção pessoal” de Milton Ribeiro, o que o beneficiou de forma irregular. A distribuição de bíblias com fotos do então ministro pela Assembleia de Deus de Goiânia foi revelada pelo jornal O Estado de São Paulo em março deste ano.

    A CGU seguiu o rastro. Os auditores ouviram o prefeito de Salinópolis, cidade paraense, que confirmou ter sido procurado para comprar as bíblias em “ajuda” à igreja de Gilmar e Arilton. As edições vendidas pela dupla vinham com o nome do pastor Gilmar Santos na capa e continham ainda fotos de Milton Ribeiro e a descrição da relação dos dois: “Juntos têm realizado muitos seminários em diferentes regiões, levando adiante vários projetos de melhoria da Educação Básica”.

    A defesa de Milton Ribeiro foi procurada e a CNN aguarda manifestação.

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