Chuvas no RS: Câmara faz minuto de silêncio em homenagem às vítimas

Ao menos 83 pessoas morreram em decorrências das chuvas e enchentes no estado

Mayara da Paz, da CNN, Brasília
Câmara faz um minuto de silêncio em homenagem às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul
Câmara faz um minuto de silêncio em homenagem às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul  • 06/05/2024 - Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
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A Câmara prestou homenagem nesta segunda-feira (6) às vítimas da tragédia ambiental que atinge o Rio Grande do Sul, que tem sido assolado por fortes chuvas e enchentes.

Na condição de presidente na sessão, o deputado o Charles Fernandes (PSD-BA) determinou um minuto de silêncio no plenário da Casa.

"[Cabe a nós adotar] Medidas por parte desta Casa, por parte do Senado para que possamos fazer todo o possível para ajudar o estado do Rio Grande do Sul nesse momento difícil", disse o deputado.

De acordo com o boletim divulgado pela Defesa Civil na tarde desta segunda, ao menos 83 pessoas morreram em decorrência das chuvas e enchentes no estado. Há 111 pessoas desaparecidas.

Governo anuncia projeto

Nesta segunda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou um projeto de decreto legislativo para reconhecer estado de calamidade no Rio Grande do Sul e acelerar o repasse de verbas para o estado.

O ato foi assinado por Lula durante reunião no Palácio do Planalto com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e ministros do governo.

O texto reconhece "a ocorrência do estado de calamidade pública em parte do território nacional, para atendimento às consequências derivadas de eventos climáticos no Estado do Rio Grande do Sul".

Agora, a proposta precisa ser formalmente apresentada por um parlamentar para poder tramitar na Câmara e no Senado.

A decisão de socorrer o Rio Grande do Sul por meio de um projeto de decreto legislativo foi tomada depois que integrantes do governo apresentaram resistências à aprovação de uma proposta de emenda à Constituição (PEC).

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, explicou que não vai ser preciso uma PEC. Por se tratar de alterações à Constituição, uma proposta desse tipo é mais difícil de ser aprovada.

A avaliação também foi de que o projeto evitaria que fossem incluídos gastos extras, como ocorreu com a PEC da Guerra, em 2020, quando o Congresso autorizou o uso de recursos públicos fora das regras de controle fiscal para combater a pandemia.

Segundo integrantes do governo, o projeto de decreto legislativo ainda evita que seja criada uma bomba fiscal.

O entendimento no Planalto é de que a legislação atual prevê a flexibilização das regras fiscais no caso de calamidade pública reconhecida pelo Congresso.

Depois de os parlamentares reconhecerem a calamidade no Rio Grande do Sul, o governo poderá publicar medidas com a abertura de crédito extraordinário para atender o estado.