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    Cid foi aos EUA em março de 2023 para recuperar “kit de ouro branco”, diz PF

    Relatório chama viagem de "operação resgate"

    Viagem de tenente-coronel Mauro Cid aos EUA foi parte de operação para recuperar joias à venda ilegalmente
    Viagem de tenente-coronel Mauro Cid aos EUA foi parte de operação para recuperar joias à venda ilegalmente Gesival Nogueira/Ato Press/Estadão Conteúdo

    A Polícia Federal, no inquérito que apura a venda ilícita das joias sauditas, mostrou que o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), viajou para os Estados Unidos para recuperar um “kit de ouro branco”.

    Durante diligências em solo americano, a PF identificou elementos da “operação resgate”, como foi chamada a organização feita para recomprar um relógio que havia sido vendido após determinação do Tribunal de Contas da União (TCU).

    A investigação apontou, até o momento, que os valores obtidos com essas vendas ilegais foram convertidos em dinheiro em espécie e ingressaram no patrimônio pessoal dos investigados.

    No último dia 4, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi indiciado por três crimes relacionados ao caso das joias: associação criminosa, lavagem de dinheiro e apropriação de bens públicos. Ele nega irregularidades.

    Além de Bolsonaro, a PF indiciou outras 11 pessoas, entre elas, Mauro Cid e o pai dele, o general da reserva Mauro Cesar Lourena Cid.

    Veja o que diz o documento da PF sobre a recuperação do “kit de ouro branco”:

    As mensagens identificadas no aplicativo WhatsApp do telefone apreendido revelaram que MAURO CESAR CID realizou uma viagem para os Estados Unidos, no dia 27/03/2023, para recuperar o denominado “Kit de ouro branco”, entregue ao ex-Presidente da República JAIR BOLSONARO, quando de sua visita oficial à Arábia Saudita em outubro de 2019, que fora vendido (ou estava à venda), em um estabelecimento especializado na cidade de Miami/FL. Cabe ressaltar, que nesta data, MAURO CESAR CID não trouxe o relógio de ouro branco e diamantes, da marca Rolex, que também compunha o referido Kit presenteado ao ex-Presidente pois, conforme já exposto, o relógio foi separado dos demais itens do Kit e encaminhado para a loja Precision Watches na cidade de Willow Grove, no estado americano da Pensilvânia. Até o presente momento da análise parcial dos dados, os diálogos demonstram que a “operação de resgate” envolveu MAURO CID, OSMAR CRIVELATTI e MARCELO CAMARA. No mesmo contexto, MAURO CID sacou a quantia de 35 mil dólares no Banco BB Américas, possivelmente de sua conta bancária, trazendo os recursos em espécie para o Brasil. Ao chegar na cidade de Brasília/DF, possivelmente as joias foram entregues ao Assessor de JAIR BOLSONARO, OSMAR CRIVELATTI, que esperava MAURO CID no aeroporto, e posteriormente devolvidas na Agência da Caixa Econômica Federal.

    Bolsonaro publica no X e diz que PF fará novas correções

    O ex-presidente Jair Bolsonaro publicou no X após o STF retirar o sigilo sobre o inquérito que apura possíveis desvios das joias sauditas.

    Bolsonaro destacou o erro da Polícia Federal no relatório (que corrigiu o valor supostamente desviado de R$ 25.298.083,73 para R$ 6.826.151,661). “Aguardemos muitas outras correções. A última será aquela dizendo que todas as joias “desviadas” estão na CEF [Caixa Econômica Federal], Acervo ou PF, inclusive as armas de fogo”, escreveu Bolsonaro.