Ciro defende “preço mínimo” e “estoque” de alimentos para combater fome

Durante entrevista nesta segunda-feira (5), candidato do PDT voltou a defender “impostos sobre grandes fortunas” e corte de renúncias fiscais

Beatriz Carneiro, Danilo Moliterno e Matheus Meirelles, da CNN, São Paulo
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O candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) defendeu nesta segunda-feira (5) a ação do Estado sobre os preços e o estabelecimento de um “estoque” de alimentos como políticas de abastecimento.

“O meu projeto é simples. Na hora da safra, em que o preço cai, despenca para o produtor. [Vamos] garantir para um produtor um preço mínimo com o seguro. Estocar, guardar. E na hora da entre safras da seca ou da crise de desabastecimento provocado pela demanda exterior, como está acontecendo agora, você desova esse estoque a preço mais compatível para enfrentar e proteger a população da carestia dos alimentos”, defendeu em entrevista durante uma caminhada na zona norte de São Paulo.

O pedetista ainda voltou a destacar a capacidade de produção nacional de alimentos. “O Brasil é um dos raros países do mundo que tem comida suficiente”, disse.

Durante a entrevista, ele também voltou a defender “impostos sobre grandes fortunas” e corte de renúncias fiscais para a distribuição de renda.

“Eu tenho como virar o jogo: imposto sobre grandes fortunas, sobre lucros e dividendos, corte de 20% nas renúncias fiscais ilegítimas e outras tantas. Isso nos permite virar um jogo para um superávit consistente. Parte desse superávit vai abater o imposto das classes médias e pobres, e a outra parte vai explodir o investimento para dizer de onde vem os empregos”, afirmou.

Debate

As emissoras CNN e SBT, o jornal O Estado de S. Paulo, a revista Veja, o portal Terra e a rádio NovaBrasilFM formaram um pool para realizar o debate entre os candidatos à Presidência da República, que acontecerá no dia 24 de setembro.

O debate será transmitido ao vivo pela CNN na TV e por nossas plataformas digitais.