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    Eleições 2022

    Ciro acompanha PDT em apoio a Lula e diz não querer cargo em governo do PT

    Presidente do PDT, Carlos Lupi, já havia anunciado apoio a Lula na manhã desta terça

    Carolina Cerqueirada CNN

    O ex-ministro Ciro Gomes, candidato do PDT à Presidência nas eleições de 2022, declarou que seguirá a decisão do partido de apoiar Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O pedetista ainda afirmou que não quer ocupar cargos em eventual governo petista.

    “É a última saída. Lamento que a trilha democrática tenha se afunilado a tal ponto que restem aos brasileiros duas opções, ao meu ver, insatisfatórias”, diz Ciro em vídeo divulgado na tarde desta terça-feira (4). Durante a fala, o pedetista, no entanto, não cita o nome de Lula.

    “Não aceitaremos imposições ou cabrestos de quem quer que seja. Adianto que não pleiteio e nem aceitarei qualquer cargo em eventual futuro governo. Quero estar livre ao lado da sociedade, em especial da juventude, lutando por transformações profundas”, acrescenta.

    Ciro ainda afirma que “nunca se ausentou da luta pelo Brasil” e que seguirá “fiscalizando” atividades dos políticos que ocupam a Presidência.

    “Nunca me ausentei ou me ausentarei da luta pelo Brasil, sempre me posicionei e me posicionarei na defesa do país contra projetos de poder que levaram o nosso povo a essa situação grave e ameaçadora”, coloca. “Como sempre fiz, vou fiscalizar, acompanhar e denunciar qualquer desvio do governo que assumirá em janeiro, assim como vou seguir estudando e apresentando ideias para recuperar o nosso país”.

    Lula disputa o segundo turno com o atual presidente Jair Bolsonaro no dia 30 de outubro. Eles alcançaram 48,43% e 43,20% dos votos, respectivamente.

    Mais cedo, o presidente do PDT, Carlos Lupi, já havia anunciado apoio ao candidato petista. Segundo Lupi, a candidatura de Lula é “a mais próxima” do PDT e a decisão foi unânime.

    “Tomamos uma decisão unânime, sem nenhum voto contrário, a decisão de apoiar o mais próximo da gente que é a candidatura do Lula, que eu chamo de candidatura do 12 mais um”, disse.