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    Ciro Gomes não se opôs a ministério do PDT e avalia romper silêncio em abril

    Crítico de Lula, Ciro sinaliza que quer ter uma margem de tempo segura para fazer uma avaliação isenta sobre a nova gestão

    Gustavo Uribe

    Crítico do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha eleitoral, o ex-governador do Ceará Ciro Gomes não se opôs ao PDT assumir o Ministério da Previdência e fazer parte do futuro governo federal.

    Em silêncio desde a vitória petista, o candidato à sucessão presidencial deste ano, de acordo com relatos feitos à CNN, foi informado anteriormente ao anúncio oficial sobre o convite ministerial feito por Lula.

    Segundo interlocutores do ex-governador, ele teria afirmado que o momento é de ajudar a população brasileira e que o futuro ministro da Previdência, Carlos Lupi, pode contar com ele.

    Nos bastidores, o quarto colocado na disputa presidencial também sinalizou que pretende romper o silêncio em abril, após a nova gestão completar 100 dias. O objetivo, segundo aliados dele, é ter uma margem de tempo segura para fazer uma avaliação mais isenta sobre a nova gestão.

    Após a derrota no primeiro turno, houve pressão do seu próprio partido para que Ciro declarasse apoio a Lula. Ele, contudo, gravou um vídeo sem citar o petista e não quis subir no palanque dele, diferentemente da senadora Simone Tebet (MDB-MS), futura ministra do Planejamento.

    À frente da Previdência, Lupi pretende nomear como secretário-executivo o deputado federal Wolney Queiroz (PDT-PE) e deve ter controle sobre o INSS e o Dataprev. Para o comando dos órgãos federais, ele ainda não definiu um nome.

    Procurado pela CNN, Ciro Gomes não se manifestou.