Com acordo de delação, defesa de Mauro Cid começa sustentação no STF

Advogados do tenente-coronel são os primeiros dentre os réus a fazer sustentação oral no julgamento

Davi Vittorazzi, da CNN, Brasília
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A defesa do tenente-coronel Mauro Cid começou nesta terça-feira (2) a fazer a sustentação oral no plenário da Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal).

Advogados de Cid, Jair Alves Pereira e Cezar Bitencourt são os primeiros a fazer a apresentação aos ministros pelo tenente-coronel ser colaborador no processo. A defesa tem uma hora para fazer a sustentação oral.

O julgamento ocorre na Primeira Turma do STF. O colegiado é formado pelos ministros Alexandre de Moraes (relator do caso), Cristiano Zanin (presidente da Turma), Flávio Dino, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) acusa Mauro Cid e os outros réus por cinco crimes: golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

A única exceção é Alexandre Ramagem, que teve a acusação de dois crimes suspensa pela Câmara dos Deputados. Ele responde apenas por golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa armada.

Réus do núcleo 1:

  • Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-presidente da Abin (Agência Brasileira de Inteligência);
  • Almir Garnier, almirante de esquadra que comandou a Marinha no governo de Bolsonaro;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Bolsonaro;
  • Augusto Heleno, ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) de Bolsonaro;
  • Jair Bolsonaro, ex-presidente;
  • Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
  • Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa de Bolsonaro; e
  • Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil no governo de Bolsonaro, candidato a vice-presidente em 2022.