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    Com fim do governo, membros da gestão Bolsonaro ganham cargos em SP, DF e SC

    Tarcísio de Freitas nomeou ao menos quatro ex-membros do Governo Federal para compor sua gestão como governador de São Paulo

    Danilo Moliternoda CNN

    São Paulo

    Membros da gestão de Jair Bolsonaro (PL) foram nomeados para cargos em governos estaduais após o término do mandato do ex-presidente. Entre eles há ex-assessores e ex-ministros.

    O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), indicou o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Anderson Torres para comandar sua Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF).

    O governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas (Republicanos), nomeou ao menos quatro ex-membros do governo Bolsonaro para compor sua gestão.

    À frente da Secretaria de Fazenda e Planejamento de São Paulo, por exemplo, estará Samuel Kinoshita — que foi assessor especial do Ministério da Economia e era considerado “braço direito” do ex-ministro Paulo Guedes.

    O ex-presidente da Petrobras Caio Paes de Andrade estará à frente da Secretaria de Gestão e Governo Digital. Já Wagner Rosário, que foi ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), comandará a Controladoria-Geral do Estado de São Paulo.

    José Vicente Santini, nomeado por Tarcísio para chefiar o escritório de representação em Brasília, era assessor especial de Jair Bolsonaro. Além disso, foi exonerado do cargo de secretário-executivo da Casa Civil em 2020, após utilizar um jato da Força Aérea Brasileira (FAB) sem autorização.

    Em Santa Catarina, o governador Jorginho Mello (PL) indicou Valdir Colatto (PL) como secretário da Agricultura, Aquicultura e Pesca. O deputado federal foi diretor geral do Serviço Florestal Brasileiro durante a gestão Bolsonaro

    Destinos dos quadros da gestão Bolsonaro

    Entre aqueles que compuseram o primeiro escalão do governo Bolsonaro, há também nomes que assumem cargos eletivos.

    Ciro Nogueira, ex-ministro da Casa Civil, por exemplo, cumpre mandato no Senado Federal até 2026. Além disso, outros nove ex-ministros de Bolsonaro foram eleitos para o Congresso Nacional no pleito de 2022.

    Há ainda aqueles que retornam à reserva do Exército Brasileiro, como o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira e o ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Augusto Heleno. Outros quadros cumprem quarentena antes de retornarem à iniciativa privada.