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    Com resistência na Vale, Lula avalia plano B para Mantega, dizem assessores

    De acordo com entorno de Lula, caso não consiga diminuir a rejeição ao ex-ministro na mineradora, presidente considera indicá-lo ao Banco Mundial

    Palácio recebeu sinais negativos desde que nome de Mantega foi ventilado para o comando da Vale
    Palácio recebeu sinais negativos desde que nome de Mantega foi ventilado para o comando da Vale Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência

    Gustavo Uribeda CNN

    Brasília

    Com a resistência à indicação de Guido Mantega para o comando da Vale, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia um plano B para seu ex-ministro da Fazenda.

    Segundo relatos feitos à CNN por assessores do governo, o presidente ainda não desistiu da nomeação de Mantega para a mineradora. O petista reconhece, no entanto, as dificuldades junto aos acionistas privados e, de acordo com auxiliares palacianos, considera a possibilidade de indicá-lo a um posto no Banco Mundial.

    Como mostrou a CNN, acionistas privados da Vale têm rejeitado a eventual indicação de Mantega. O mandato do atual CEO, Eduardo Bartolomeo, termina em maio de 2024.

     

    O conselho administrativo da mineradora é formado por treze integrantes, dos quais apenas dois são ligados ao governo federal, por meio da Previ, fundo de pensão dos empregados do Banco do Brasil.

    Desde que o nome de Mantega foi ventilado, o Palácio do Planalto recebeu sinais negativos de acionistas privados, que defendem que o assunto seja tratado apenas em 2024.

    Segundo relatos de assessores do governo, mesmo com a sinalização negativa, Lula não desistiu de fazer Mantega presidente da Vale, mas considera que é o momento de colocar “panos quentes”.

    A estratégia seria iniciar um processo de articulação política, na tentativa de diminuir resistências em médio prazo. Esse processo de articulação, contudo, é considerado mais difícil, reconhecem assessores presidenciais.

    Por isso, o presidente avalia um plano B para contemplar Mantega.

    No governo de Jair Bolsonaro, o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub chegou a ocupar um posto de diretor-executivo no Banco Mundial, em Washington.

    Análise: as especulações de Guido Mantega na Vale