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    Comando do Ibama segue indefinido; Marina Silva avalia solução técnica ou política

    Servidores do órgão afirmam que novo gestor encontrará, internamente, um cenário de "terra arrasada"

    Marina Silva, da Rede Sustentabilidade
    Marina Silva, da Rede Sustentabilidade Estadão Conteúdo

    Luciana AmaralJulliana Lopesda CNN

    em Brasília

    A primeira semana da Presidência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) termina sem uma definição quanto ao comando do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

    Nesse período, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, tem discutido e avaliado soluções técnicas ou políticas.

    Os nomes mais cotados para assumir o Ibama, um dos principais responsáveis pela fiscalização ambiental no país, são o analista ambiental da autarquia Roberto Cabral Borges e o deputado federal Rodrigo Agostinho (PSB-SP).

    Cabral Borges é tido como uma solução mais técnica, com conhecimento de como funciona o órgão e seus meandros internos. Já Agostinho é visto como uma solução mais política, com bagagem na pauta ambiental.

    Ambos são bem vistos dentro do Ibama, embora haja uma preferência pelo primeiro. Isso por Cabral Borges ser funcionário de carreira e ter mais de 20 anos de experiência interna.

    Ele também passou pela Diretoria de Fauna e Recursos Pesqueiros, Diretoria de Proteção Ambiental e Coordenação de Operações de Fiscalização.

    O nome conta com apoio de servidores do órgão, que defendem que a nova diretoria seja ocupada por alguém com experiência em fiscalização ambiental e conhecimento de demandas internas.

    De forma reservada, servidores do Ibama afirmam que o novo gestor encontrará no órgão de fiscalização um cenário de terra arrasada, com denúncias de irregularidades em liberação de licenças ambientais e autos de infração.

    A defesa do comando de Cabral inclui ainda a necessidade de uma resposta rápida do governo petista em relação ao desmatamento no país.

    Dados sobre áreas desmatadas, especialmente na Amazônia, devem ser atualizados a partir de abril, quando o regime de chuvas diminui e as imagens de satélite podem revelar um cenário mais crítico em relação aos últimos meses.

    O deputado federal Rodrigo Agostinho, por sua vez, construiu a carreira política tendo a pauta ambiental como principal bandeira.

    Se especializou na área, foi secretário municipal de meio ambiente de Bauru (SP), comandou a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados e é coordenador da Frente Ambientalista do Congresso por parte da Câmara.

    Marina Silva tem discutido as opções com aliados de Lula e, até o momento, não houve um anúncio oficial.

    A definição de diretorias e coordenações internas do Ibama também depende da nomeação do titular da autarquia.