Conduta de Toffoli no Caso Master é "atípica", diz Alessandro Vieira à CNN

Relator da CPI do Crime Organizado no Senado quer que o colegiado se debruce sobre fraude bilionária na instituição financeira

Mateus Salomão, da CNN Brasil, Brasília
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O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado, afirmou à CNN Brasil nesta terça-feira (27) que a atuação do ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), no Caso Master é “atípica”.

O senador declarou que a atuação de Dias Toffoli, relator da investigação que apura fraude bilionária do Banco Master, “está totalmente fora de qualquer parâmetro de atuação histórica do Judiciário no acompanhamento de investigações”.

Segundo o parlamentar, há necessidade de se apurar as ligações entre Vorcaro e a contratação de escritório da família de Dias Toffoli, além das transações entre familiares de Toffoli e nomes ligados ao Caso Master.

Vieira defendeu ainda que seja apurada a “infiltração do Banco Master nos Três Poderes”, em especial no Judiciário. “Quando você olha para o Caso Master, tem um aspecto dele que não é apurado, que é justamente a infiltração do Banco Master nos Três Poderes, em especial, a infiltração no Poder Judiciário”, disse

O senador afirmou que a CPI do Crime Organizado, instalada no Senado em novembro do ano passado, irá se debruçar sobre o assunto. "A atuação do banco Master é uma atuação típica de crime organizado", avaliou Vieira.

O Banco Master é alvo de investigação da PF (Polícia Federal) por suposta fraude bilionária. Diante de indícios de atuação irregular, o Banco Central decretou a liquidação do Master em novembro do ano passado.

O caso tem movimentado Brasília por conta da influência de Daniel Vorcaro, dono do Master, no meio político. Além das diversas conexões com congressistas, informações dão conta de que Vorcaro tem ligações com ministros do STF.

À CNN Brasil, Vieira defendeu que os fatos têm de ser apurados com “muita seriedade e com muito cuidado, mas com celeridade e transparência”. O parlamentar também criticou a atuação de Dias Toffoli na relatoria do caso, que têm tido ruídos com a PF.