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    Conselheiros do MPF pedem que Aras demita secretário-geral da PGR

    A reação ocorre após entrevista de Eitel ao âncora da CNN Caio Junqueira, na qual o secretário-geral do MPF fez críticas e acusações às forças-tarefas

    Subprocurador-geral Eitel Santiago de Brito Pereira (19.out.2016)
    Subprocurador-geral Eitel Santiago de Brito Pereira (19.out.2016) Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

    Daniela Limada CNN

    Integrantes do Conselho Superior do Ministério Público Federal solicitaram nesta terça que o procurador-geral, Augusto Aras, “avalie a oportunidade e conveniência na manutenção” de Eitel Santiago na função de secretário-geral da instituição.

    A reação ocorre após entrevista de Eitel ao âncora da CNN Caio Junqueira, na qual o secretário-geral do MPF fez críticas e acusações às forças-tarefas, como a da Lava Jato, e disse que o presidente Jair Bolsonaro chegou ao posto por intervenção dívida. 

    Em documento é assinado por quatro integrantes do Conselho Superior do MPF,  os conselheiros dizem que, na entrevista, Eitel ultrapassou os limites impostos pelo cargo que ocupa. 

    “Faz-se absolutamente imperativo assinalar a discordância e o profundo desconforto que tais colocações do Secretário-Geral Eitel Santiago de Brito Pereira —verbalizadas ao arrepio de suas funções administrativas— estão causando no seio da instituição, implicando, em muitos aspectos, indevida ingerência na esfera de atuação de outros órgãos que compõem o Ministério Público Federal”.

    Para esses integrantes do Conselho, na entrevista, Eitel “manifesta, de um lado, desapego à premissa que o Estado é laico, confundindo sua fé pessoal religiosa com assuntos de atuação institucional do MPF (…) e, por outro lado, explicita posição de apoio politico-partidário, o que se afigura inadequado com o exercício de alta função na administração superior do Ministério Público Federal”.

    O documento é assinado por Nicolao Dino, Nívio de Freitas, Luiza Frischeisen e José Adonis Callou e abre nova etapa na guerra interna entre Aras e setores do MPF. Eitel ocupa cargo de confiança na Procuradoria-Geral da República. E é por isso que os conselheiros do MPF pedem sua remoção.