Contarato quer quebra de sigilo sobre Master e pautará pedidos pós-Carnaval

Presidente da CPI do Crime Organizado quer aprofundar investigação sobre gestora ligada ao Banco Master e afirma que comissão vai votar requerimentos no próximo dia 24

Aline Becketty, da CNN Brasil, Brasília
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O senador Fabiano Contarato (PT-ES), presidente da CPI do Crime Organizado, apresentou requerimentos para quebrar os sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da Reag Investimentos e de seu fundador, João Carlos Mansur, no âmbito das apurações sobre o Banco Master.

Ele também solicitou a convocação de Mansur para prestar depoimento e o envio, pelo BC (Banco Central), de todo o processo que resultou na liquidação extrajudicial da instituição. “A CPI do Crime Organizado cumpre uma função constitucional de investigar e fiscalizar a atuação de organizações criminosas que se utilizam do sistema financeiro nacional. Não podemos nos omitir diante desse escândalo”, afirmou.

A Reag entrou no radar das autoridades após investigações da PF (Polícia Federal) e após a Comissão de Valores Mobiliários iniciar um pente-fino em operações envolvendo ações do Master e da própria gestora, diante de suspeitas de irregularidades. Posteriormente, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da empresa.

Para Contarato, “o fato de tais estruturas terem sido mencionadas em apurações voltadas à lavagem de dinheiro e à ocultação patrimonial no âmbito do crime organizado impõe à CPI o dever de aprofundar a análise”.

O senador reforçou que os requerimentos ligados ao caso Master, inclusive os que envolvem familiares de ministro do STF, serão votados na próxima reunião da comissão, em 24 de fevereiro.

“O compromisso da CPI é unicamente com a Constituição e o interesse público. Não abro mão disso e garanto que a CPI continuará pautada pela independência. Ninguém será blindado, não importa o cargo, o poder que exerça ou a hierarquia que ocupe”, declarou.