Coronel Armando defende recriação de ministério; Vinicius Poit fala em ‘traição’

Deputados federais debateram na CNN sobre a escolha de Fábio Faria (PSD-RN), genro de Silvio Santos, dono do SBT, para comandar o Ministério das Comunicações

Da CNN

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Os deputados federais Vinicius Poit (Novo-SP) e Coronel Armando (PSL-SC) falaram sobre a recriação do Ministério das Comunicações no Debate 360 desta quinta-feira (11). O novo ministro, o 23º do governo de Jair Bolsonaro (sem partido), é o deputado federal Fábio Faria (PSD-RN), genro de Silvio Santos, dono do SBT.

Poit enxerga como “péssima” a recriação da pasta e a classificou como uma “traição de confiança” do governo federal com a população. Já o Coronel Armando disse não ver “nenhum problema” na medida.

“O presidente na campanha falou em ter 15 ministérios, ter eficiência e enxugar a máquina pública, que é o que a gente [Partido Novo] defende. [O governo] começou com 22 ministérios e agora cria o 23º. No meio de uma pandemia, hora que deveríamos nos unir, combater o coronavírus, reforçar a saúde e a economia, criamos um Ministério da Comunicação”, disse Poit.

O parlamentar disse ainda que votou em João Amoêdo (Novo) no primeiro turno das últimas eleições presidenciais e, no segundo, em Jair Bolsonaro. “Isso [a criação do Ministério das Comunicações] é uma traição de um compromisso que ele [Bolsonaro] teve com grande parte da população brasileira que acreditou nele”, afirmou.

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O deputado do PSL disse que “uma das maiores críticas ao governo tem a ver com a sua comunicação”  e que, segundo ele, sempre faz ações positivas, mas são pouco divulgadas pela mídia. 

“Nós vamos ter um canal melhor de comunicação com a mídia tradicional, e [o ministério] não vai inchar a máquina pública”, afirmou. 

Questionado se o ministério comandado por Fábio Faria, deputado que faz parte de um dos partidos que compõem o chamado Centrão, é capaz de amenizar a crise política, o Coronel Armando disse que sim.

“É um deputado experiente, com bom trânsito na Câmara dos Deputados. Nós temos que estar unidos para enfrentar a pandemia. Com o Ministério da Comunicações, vamos ter uma maior facilidade de ligação com o STF [Supremo Tribunal Federal] e com o Congresso”, afirmou.

Poit discordou e defendeu que Bolsonaro não deveria ter “esse tipo de aliança”, e que não era essa a postura que esperava dele.

“Vai atrasar as reformas, não vão passar as MPs [medidas provisórias], que não passe. Que a gente passe perrengue no Brasil, mas que limpemos essa política de vez”, falou o parlamentar. “Que o presidente seja impopular, mas que exponha para a população as trocas que o Centrão quer, e que coloque na conta desses corruptos algumas MPs que não andarem, porque em 2022 a gente renova esta Câmara dos Deputados, limpa a Câmara dos Deputados.”

 

 

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