CPI contribuiu para que não acontecesse danos ao erário, diz Otto Alencar
Segundo o senador, o deputado federal Luis Miranda 'contribuiu muito', e o irmão, servidor público, Luis Ricardo Miranda, mostrou fatos que 'não têm desculpas'
O senador Otto Alencar (PSD-BA), titular da CPI da Pandemia, afirmou, em entrevista à CNN na manhã desta quarta-feira (30), que a comissão contribuiu para que não acontecesse dano aos bens do Estado com a compra de vacinas contra a Covid-19.
“Hoje, diante dos fatos de manifestações, foram vistas e nos identificamos tráficos de influência de advocacia administrativa pelos homens do governo, inclusive pelo ex-chanceler Ernesto Araújo. O presidente da República, no dia 8 de janeiro, manda uma carta ao premiê indiano dizendo que a Covaxin estaria no Plano Nacional de Imunização (PNI) sem ter passado pela Anvisa. Claro que houve um processo todo para beneficiar a compra da vacina”, disse ele.

Segundo o senador, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) “contribuiu muito”, e o irmão, servidor público, Luis Ricardo Miranda, mostrou fatos que “não têm desculpas” à comissão.
“E o governo tomou de cancelar a compra, portanto, reconhecendo o erro. [O governo] ia comprar uma vacina por R$ 1,6 bilhão, ia pagar US$ 45 milhões e talvez nem chegasse aqui. Então, essa é uma contribuição grande da CPI para que não acontecesse danos ao erário.”
Suspensão de contrato
Após polêmicas envolvendo o contrato para a compra da vacina indiana Covaxin, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, decidiu nesta terça-feira (29) suspender a negociação, intermediada pela farmacêutica brasileira Precisa Medicamentos.
Em coletiva ao lado de Queiroga nesta tarde, o ministro-chefe da Controladoria-geral da União (CGU), Wagner Rosário, afirmou que o órgão vai investigar o processo de compra da vacina.