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    CPI da Prevent Senior em SP define quem serão os primeiros convocados

    Vereadores também definiram a linha de investigação que será tomada no primeiro dia de trabalhos da Comissão

    Jairo Nascimentoda CNN

    em São Paulo

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    A CPI da Prevent Senior na Câmara Municipal de São Paulo, instalada nesta quinta-feira (7), decidiu quais serão  os primeiros convocados da Comissão. Os vereadores também anunciaram qual deve ser a linha de investigação da CPI.

    Os primeiros convocados serão:

    • Luiz Arthur Vieira: é Coordenador da Coordenadoria de Vigilância em Saúde, a Covisa, para falar sobre as certidões de óbitos e também as subnotificações de mortes por COVID-19 em hospitais da Rede Prevent Senior.
    • Carlos Roberto Candela: é supervisor geral do departamento geral de uso e ocupação do solo da Prefeitura de São Paulo. A comissão vai investigar supostas irregularidades dos 7 prédios da Prevent Senior que estavam operando sem alvará de funcionamento.
    • Jorge Alves Almeida Venâncio: é presidente da Comissão Nacional de Ética e Pesquisa. Ele será questionado sobre os estudos da operadora com pacientes usando medicamentos do “Kit Covid”.

    Segundo o presidente da CPI da Prevent Sênior, o vereador Antônio Donato (PT), a comissão se reunirá com o Procurador Geral de Justiça, Mário Luiz Sarrubbo, para pedir o compartilhamento de informações das investigações da força-tarefa do MP e da Polícia Civil. A Prevent Senior afirmou que vai colaborar com as investigações.

    A comissão também recebeu mais denúncias de supostas irregularidades com uso do “kit covid” em hospitais da operadora de saúde.

    Donato afirmou que o foco inicial será ouvir autoridades municipais. A médio prazo, as novas oitivas ainda serão decididas. O roteiro será discutido e definido pelos membros da CPI.

    O relator da CPI, Paulo Frange (PTB), explicou que possíveis desvios éticos de médicos serão encaminhados ao Conselho Regional de Medicina. A comissão pretende investigar irregularidades quanto ao pagamento de tributos municipais, como IPTU e ISS, analisar pesquisas feitas com pacientes que receberam o “kit covid”.

    Os parlamentares também vão apurar no sistema funerário municipal os atestados de óbitos de pacientes que morreram em hospitais da rede Prevent Senior e cruzar dados de possíveis subnotificações.

    A comissão foi instalada nesta quinta-feira na Câmara Municipal de São Paulo. As reuniões acontecerão todas as quintas, às 10h. Haverá depoimentos presenciais e virtuais.

    Parentes de pacientes são ouvidos

    A força-tarefa do Ministério Público de São Paulo que apura a condução da Prevent Senior ouviu, por cerca de 4 horas, quatro parentes de pacientes que morreram por Covid-19 ou ficaram internados em hospitais da rede. Os depoimentos foram colhidos presencialmente no Fórum da Barra Funda, zona oeste de São Paulo.

    Os promotores acreditam que esses pacientes receberam o “kit Covid” distribuído pela Prevent Senior com medicamentos sem eficácia comprovada. Segundo o MP, os parentes trouxeram mais detalhes sobre o período de internação e o procedimento dos médicos, da operadora de saúde e administração de remédios.

    O objetivo das oitivas é entender como foi o avanço dos sintomas desses pacientes antes e depois do recebimento dos remédios.

    Amanhã, sexta (8), mais três parentes de pacientes serão ouvidos.

    Pelo menos 3 crimes estão sendo apurados: homicídio, omissão e falsidade ideológica.

    Nos próximos dias, médicos, pacientes e outros familiares devem ser ouvidos pela força-tarefa do Ministério Público. O prazo para conclusão da investigação é de 180 dias, mas os promotores acreditam que os trabalhos serão concluídos até o final do ano.

    (*Colaborou Matheus Meirelles, de São Paulo)

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