CPI do Crime aprova mais uma vez a quebra de sigilo de Fabiano Zettel

Comissão de inquérito repetiu votação para evitar questionamento do resultado no STF; colegiado também aprovou a convocação de Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central

Emilly Behnke, da CNN Brasil
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Em nova votação, a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado do Senado aprovou, mais uma vez, nesta terça-feira (31) a quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático de Fabiano Campos Zettel, investigado no caso da fraude financeira do Banco Master.

O colegiado já havia aprovado o pedido de transferência de sigilo em 11 de março. A CPI fez nova votação, dessa vez nominal e de forma separada, para evitar eventual questionamento do resultado no STF (Supremo Tribunal Federal).

O formato mirou respeitar decisão recente do ministro Flávio Dino, do STF, que suspendeu uma votação em bloco na CPMI do INSS realizada de forma simbólica, sem registro de votos individuais, e em bloco, junto de outros pedidos.

Zettel é cunhado de Daniel Vorcaro, ex-dono do antigo Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central. O empresário foi preso após se entregar à PF (Polícia Federal) na quarta-feira (4) após ser alvo da última fase da Operação Compliance Zero.

Nesta terça, a CPI do Crime também aprovou a quebra de sigilo de empresas e de José Carlos Oliveira, ex-ministro do Trabalho e Emprego.

O colegiado deu ainda aval para a convocação de Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, e dos agora ex-governadores do Distrito Federal e Rio de Janeiro Ibaneis Rocha e Cláudio Castro, respectivamente. As convocações, de presença obrigatória, miram esclarecimentos sobre a fraude financeira do Master.

Outros requerimentos aprovados pedem as convocações de Renato Dias de Brito Gomes, ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do Banco Central, e de Yan Felix Hirano, suspeito de facilitar operações envolvendo recursos ilícitos no sistema financeiro.