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    CPI do MST deve influenciar escolha de candidato à sucessão de São Paulo

    Cúpula nacional do PL avalia que, caso o desempenho do relator Ricardo Salles ganhe repercussão nacional, ele pode vencer resistências internas no partido para a disputa municipal 

    Gustavo UribeBasília Rodriguesda CNN

    A CPI do MST se tornou um fator decisivo na definição do candidato do PL à sucessão de São Paulo em 2024. Segundo relatos feitos à CNN, a cúpula nacional da legenda avalia que o desempenho do relator, Ricardo Salles, pode ser decisivo na escolha da legenda.

    O deputado federal, que foi ministro do Meio Ambiente na gestão de Jair Bolsonaro, enfrenta resistências dentro do partido por seu perfil ser considerado ideológico para a disputa municipal.

    De acordo com pesquisas feitas pelo partido, o eleitorado paulistano tem preferência por um perfil pragmático e moderado. Por isso, tem ganhado força a indicação do senador Marcos Pontes.

    A cúpula da legenda, no entanto, avalia que a repercussão do desempenho de Salles na CPI do MST pode mudar o quadro, tornando-o favorito. Ainda mais diante do favoritismo do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL), cuja trajetória política é ligada ao MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto).

    Em maio, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), chegou a ser sondado por dirigentes do partido se ele aceitaria se filiar ao PL. Segundo relatos feitos à CNN, no entanto, o prefeito resistiu à ofensiva e disse que prefere seguir no MDB.

    O PL pretende lançar candidaturas próprias em pelo menos oito capitais do país, aproveitando a atuação de Bolsonaro e de Michelle como cabos eleitorais. Além de São Paulo, o partido deve lançar nomes em cidades como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Cuiabá, Campo Grande, Goiânia, Boa Vista e Porto Velho.

    No Rio de Janeiro, o partido desistiu da candidatura do senador Flávio Bolsonaro, hoje virtual candidato à eleição presidencial em 2026.