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    CPI: Senadores discordam sobre quebrar sigilo de pessoas ligadas ao presidente

    À CNN, Marcos Rogério (DEM-RO) diz que CPI está 'contaminada'; Alessandro Vieira (Cidadania-RS) afirma que eventuais manifestações política 'não prejudicam'

    Da CNN, em São Paulo

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    Em entrevista para a analista de política da CNN, Basília Rodrigues, nesta quinta-feira (27), os senadores Marcos Rogério (DEM-RO), vice-líder do governo, e Alessandro Vieira (Cidadania-RS), que se declara independente, debateram a respeito de um requerimento na CPI da Pandemia para pedir a quebra de sigilo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ou de pessoas ligadas a ele.

    Vieira afirmou que considera normal o pedido, mesmo que envolva direta ou indiretamente o presidente da República. “É absolutamente normal que você tenha quebras de sigilo em um processo de investigação. Isso pode ser com pessoas vinculadas a governadores, prefeitos ou mesmo ao presidente. Não tem nenhuma restrição nesse sentido desde que tenha
    fundamentação.”

    Marcos Rogério destacou o fato de se precisar de fundamentação para o pedido. Ele ainda disse que, no caso de Bolsonaro, o pedido seria incabível. “Não há essa possibilidade de quebrar sigilo do presidente da República no âmbito de uma CPI porque você estaria diante de uma violação gravíssima na separação de poderes. Quanto aos demais, é possível desde que fundamentado. Não só fundamentação jurídica, mas fática também. Houve denúncia de recebimento de vantagem indevida alguma coisa que leva à necessidade dessa quebra de sigilo?”, questionou.

    Renan Calheiros

    Os senadores também analisaram a postura dos senadores que estão à frente da CPI da Pandemia, principalmente sobre o relator Renan Calheiros (MDB-AL). Marcos Rogério afirma que a comissão está contaminada de visões políticas pré-determinadas, já Vieira avalia que se trata de uma comissão técnica, porém de natureza política, e que manifestações ideológicas aparentes ‘não prejudicam o resultado final’.

    “Não acredito que a CPI esteja contaminada. Esta manifestação formal virá no relatório. A CPI tem um ambiente técnico, mas também político e vários aproveitam para fazer manifestações que são de sua linha ideológica ou de sua linha partidária. Mas não vejo, até agora, uma contaminação que prejudique o resultado final. Tudo está sob a fiscalização da imprensa e do cidadão que acompanha”, declarou Vieira.

    Marcos Rogério contrapôs: “O juiz deve ser imparcial e saber preservar o processo. Eu acho que a CPI está absolutamente contaminada. O relator Renan Calheiros, em seu primeiro dia de manifestação pública, já condenou o presidente Bolsonaro. Já escolheu um culpado, bateu um carimbo de culpado no peito dele. Esse é o momento de busca das evidências, o momento para fazer o julgamento ainda vai chegar.”

    Os senadores Marcos Rogério (DEM-RO) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE)
    Os senadores Marcos Rogério (DEM-RO) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE)
    Foto: CNN Brasil (27.mai.2021)

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