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    CPMI do 8 de janeiro recebe documentos sobre sigilos bancário e fiscal de Anderson Torres

    Materiais foram fornecidos pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Legislativa do Distrito Federal, que também investiga os atos violentos e antidemocráticos

    Ex-ministro da Justiça Anderson Torres
    Ex-ministro da Justiça Anderson Torres Adriano Machado/Reuters

    Karine GonzagaJoão Rosada CNN

    Brasília

    A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro recebeu documentos referentes à quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PL), Anderson Torres.

    Esses documentos foram fornecidos pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Legislativa do Distrito Federal, que também investiga os atos violentos e antidemocráticos no âmbito do DF.

    Os documentos estão sendo analisados pelos investigadores e parlamentares da CPMI.

    A CPMI aprovou requerimento que autoriza a quebra de sigilos telefônico e telemático do ex-ministro, mas até o momento os dados não foram recebidos pelos parlamentares das operadoras de telefonia e serviços online.

    Nesta terça-feira (8), Torres vai prestar depoimento à CPMI. Esse depoimento é considerado essencial por membros da comissão para entender as falhas de segurança que permitiram a invasão da Esplanada dos Ministérios.

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitou um pedido da defesa para que Torres possa ficar em silêncio em assuntos que possam “resultar em seu prejuízo ou em sua incriminação” durante o depoimento.

    A relatora da CPMI, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), disse à CNN que o depoimento de Torres é “o mais esperado” da comissão e que o ex-ministro pode elucidar os fatos ocorridos no 8 de janeiro de 2023 e nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2022.

    “O 8 de janeiro não é um fato isolado em si, ele tem relação muito clara com manifestações de dezembro, onde, em torno de todas elas, circunda o questionamento do processo eleitoral”, ponderou.

    Torres era secretário de Segurança Pública do Distrito Federal no dia dos ataques criminosos contra as sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro. No dia dos ataques, ele estava em viagem aos Estados Unidos. O ex-ministro foi preso no dia 14 de janeiro, conforme determinação de Moraes. Ele teve um mandado de prisão expedido no dia 10 de janeiro.

    Torres foi solto por Moraes depois de quatro meses, em 11 de maio, e ainda cumpre medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. O ex-ministro ainda não poderá se ausentar do Distrito Federal, bem como deve permanecer em casa no período noturno e durante os finais de semana.

    Moraes ordenou ainda o afastamento de Torres do cargo de delegado da PF, o cancelamento de seu passaporte, a proibição do uso de redes sociais e de manter contato com pessoas envolvidas no ato.