CPMI do INSS: PL enfrenta disputa por vagas enquanto PT já definiu nomes

Base do governo aposta em nomes experientes para sua “tropa de choque”, enquanto oposição busca consenso para formação da comissão

João Rosa e Isabel Mega, da CNN, Brasília
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A criação da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) para investigar fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) tem movimentado os bastidores do Congresso Nacional.

Desde que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), leu o requerimento que criou o colegiado, parlamentares da base e da oposição têm disputado vagas para fazer parte da comissão.

O PL, maior partido de oposição no Congresso, vive uma disputa interna. A legenda terá direito a três deputados titulares e três suplentes na comissão, mas ao menos 16 parlamentares já manifestaram interesse em integrar o grupo. Segundo o líder da bancada, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), ainda não há consenso sobre os nomes.

Apesar de ainda não ter consenso, Sóstenes sinalizou que os os deputados Coronel Chrisóstomo (RO) e Coronel Fernanda (MT) devem ocupar cadeiras no colegiado, pois ambos foram responsáveis por recolher assinaturas para a criação de CPIs neste ano.

Na base governista, o PT optou por nomes experientes para compor sua “tropa de choque”. A federação PT-PCdoB-PV terá quatro cadeiras para deputados — duas titulares e duas suplentes.

Os escolhidos como titulares são o deputado Paulo Pimenta (RS), ex-ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, e Alencar Santana (SP). Como suplentes, foram designados Rogério Correia (MG) e Orlando Silva (PCdoB-SP).

No Senado, ainda não há definição formal, mas a expectativa é que o senador Rogério Carvalho (PT-SE) represente o partido no colegiado.

Ao todo, a CPMI contará com 30 membros titulares: 15 deputados e 15 senadores. O mesmo número será reservado para suplentes.

Instalação só após recesso

Apesar da movimentação política, os trabalhos da CPMI devem começar apenas no segundo semestre. Alcolumbre já indicou a líderes partidários que a instalação da comissão ficará para depois do recesso legislativo.

A expectativa é de que os trabalhos durem até 180 dias. A presidência da comissão deve ser ocupada pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), aliado do Planalto.

Já para a relatoria, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem defendido que o posto fique com um deputado de perfil mais alinhado ao centro.