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    Crime organizado está mais preparado do que a polícia em muitos estados, diz Lula

    Presidente discursou durante cerimônia de assinatura do projeto de lei do Plano Plurianual (PPA) 2024-2027

    Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discusa na entrega do Plano Plurinual 2024-2027 ao Congresso, em Brasíla
    Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discusa na entrega do Plano Plurinual 2024-2027 ao Congresso, em Brasíla Reprodução/TV Brasil

    Léo Lopesda CNN

    em São Paulo

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta quarta-feira (30), que o crime organizado está mais preparado do que a polícia em muitos estados.

    A declaração foi dada durante a cerimônia do III Fórum Interconselhos, no Palácio do Planalto, em Brasília, onde o presidente Lula assinou o projeto de lei do Plano Plurianual (PPA) 2024-2027 entregue ao Congresso Nacional.

    Veja também: Lula se reúne nesta quarta-feira (30) com ministro do Desenvolvimento Social

    O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), esteve presente, assim como os ministros da Secretaria-Geral da Presidência, Márcio Macedo, e do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet.

    Em seu discurso, Lula disse que o Brasil foi tomado “pelo ódio, pela mentira e pelas armas”.

    “Muita gente boa da sociedade achava que comprar arma era uma coisa muito importante. Possivelmente seja importante para quem não tem boas intenções, porque quem ficou muito armado nesse país é o crime organizado”, afirmou o presidente.

    Ele acrescentou que o crime organizado comprou armas e munições e “está, em muitos estados, mais preparado do que as polícias”.

    “Eu tenho depoimento de governadores que me contavam que há 10, 15 anos, a polícia enfrentava bandidos que utilizavam revolver 38 velho, muitas vezes roubados da própria polícia. Hoje, a polícia encontra pessoas armadas com rifles melhores do que já vimos em filmes ou em algumas guerras. Muito mais modernos. E esses rifles não nasceram do acaso, nasceram da volúpia daqueles que acham que arma resolve”, completou Lula.

    Veja também: Lula: Deputados e senadores não representam trabalhador

    Em seu discurso, ele disse que “o povo voltou a entender o significado da democracia depois que viu a tentativa de golpe no dia 8 de janeiro”.

    “O mais importante é que nosso povo descobriu que, somente através de um processo democrático, a gente pode construir uma sociedade justa, igualitária. Uma sociedade em que nós não recusamos a polícia, mas não queremos a polícia matando crianças de 5 anos com bala perdida ou jovens de 14 anos sem que tenham cometido nenhum crime”, afirmou

    PPA do governo Lula estabelece metas econômicas e ambientais como prioridade

    O PPA, assinado durante a cerimônia no Palácio do Planalto, estabelece metas socioeconômicas e ambientais como prioritárias para o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    A proposta fixa indicadores como redução do desemprego abaixo de 7%, da extrema pobreza a menos de 3% da população brasileira e diminuição tanto do desmatamento da Amazônia quanto das emissões de gases de efeito estufa (GEE).

    No Palácio do Planalto, presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre o projeto de lei do PPA 2024-2027 ao Congresso Nacional, representado na figura do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). (30/08/2023)
    No Palácio do Planalto, presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre o projeto de lei do PPA 2024-2027 ao Congresso Nacional, representado na figura do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). (30/08/2023) / Reprodução/TV Brasil

    A principal inovação do PPA, uma obrigação estabelecida pela Constituição, é a criação de indicadores-chave nacionais (KNI, na sigla em inglês para Key-National Index).

    Sete desses 69 indicadores são classificados no grupo “visão de futuro” – os demais 62 são vinculados a 35 objetivos estratégicos.

    Todos têm intervalo para cumprimento das metas, a exemplo do que ocorre hoje com a taxa de inflação, almejada pelo Banco Central, e com as metas fiscais previstas na nova regra recém-aprovada.

    O plano plurianual foi elaborado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) após um processo de consulta pública nas 27 unidades federativas, chamado de PPA Participativo.

    Além da presença de 34 mil pessoas nas reuniões, foram recebidos mais de 1,5 milhão de votos e mais de 8,2 mil propostas, com incorporação parcial ou total de 76,5%, segundo o MPO.