Crise entre Poderes atrapalha agenda econômica do governo

STF mantém validade da lei de autonomia do Banco Central

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A condução de formas distintas das agendas prioritárias ao Brasil – com foco em economia e em saúde – por parte dos três Poderes, gera uma diminuição de forças na resolução dos principais temas do país, apontou o analista de política da CNN Caio Junqueira.

A economia, as reformas e a agenda econômica são as principais vítimas da crise institucional; o clima de animosidade entre os poderes impede que a agenda caminhe. Segundo o analista Caio Junqueira, as duas casas [Senado e Câmara dos Deputados] operam de modo distinto em relação ao Palácio do Planalto.

Para o analista, a Câmara se envole mais na agenda econômica por estar mais bem amarrada ao controle do orçamento. Logo, há mais bilhões de reais sendo monitorados e controlados pela Câmara em relação ao Senado Federal, que tem menos recursos para controlar. Isso ajuda a entender o motivo por qual a Câmara é mais fiel ao governo do que o Senado.

Caio Junqueira pontua que o chefe do Poder Executivo toca uma agenda mais política, mais de confronto e eleitoral, a exemplo da questão do voto impresso, e do embate institucional pedindo o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Quem deveria executar a agenda, que seria o Poder Executivo, não está executando, comenta Caio Junqueira. E o Judiciário acaba pautando a agenda econômica, como foi visto nesta quinta-feira (26)  em relação à autonomia do Banco Central.

Por oito votos a dois, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a validade lei de autonomia do Banco Central. O plenário retomou nesta tarde o julgamento de ação movida pelo PT e pelo PSOL, que questiona o projeto aprovado pelo Congresso Nacional em fevereiro deste ano.

Os três poderes juntos evidentemente caminhariam juntos, muito mais fortemente, nas agendas que são prioritárias ao país; basicamente, saúde e economia, afirmou o analista.

Veja a análise completa no vídeo.

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