Cúpula da CPI diverge sobre transformar Marcelo Queiroga em investigado

Renan Calheiros não teve o apoio que esperava sobre a mudança de status de Queiroga na investigação

Marcelo Queiroga presta depoimento à CPI pela segunda vez
Marcelo Queiroga presta depoimento à CPI pela segunda vez Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Basília Rodriguesda CNN

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Apesar da sugestão do relator Renan Calheiros (MDB-AL), não é consenso entre integrantes da cúpula da CPI da Pandemia que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, seja transformado em investigado. Após o cancelamento da reunião da CPI nesta quinta-feira (17), o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), reuniu o relator, o vice, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), e outros senadores em seu gabinete.

De acordo com relatos à CNN, Renan Calheiros apresentou uma lista com pelo menos 11 nomes. Mas não teve o apoio que esperava sobre a mudança de status de Queiroga na investigação. Para o senador, o ministro aceitou o papel de ter pouca autonomia no cargo, o que prejudicaria a condução da pandemia. No entanto, outros senadores da cúpula avaliam que ainda precisam reunir mais informações.

 

Por outro lado, não houve resistência no grupo para classificar o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em investigado.

Depoentes ausentes

A série de decisões obtidas na Justiça por depoentes para não falar na comissão fez alguns senadores mudarem o foco para as quebras de sigilo. Exemplo disso é o depoimento do empresário Carlos Wizard e do auditor Alexandre Figueiredo. Ambos não precisam responder a todas perguntas. No caso de Wizard, que estaria nos Estados Unidos, ele nem mesmo respondeu à CPI se virá. Para senadores, como Alessandro Vieira, o acesso a dados telefônicos e de mensagens poderá trazer mais revelações do que os depoimentos que não aconteceram.

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