Henrique Vieira (PSOL-RJ) e Marco Feliciano (PL-SP) discutem impacto da religião na eleição

No Debate CNN. deputados falam sobre a busca por votos que podem fazer diferença na disputa do segundo turno das eleições presidenciais

Da CNN Brasil, Vinícius Tadeu, da CNN, em São Paulo
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Os deputados federais Henrique Vieira (PSOL-RJ) e Marco Feliciano (PL-SP) comentaram impactos da religião na escolha eleitoral para a presidência da República, em debate realizado pela CNN nesta sexta-feira (21).

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) buscam os votos que podem fazer diferença na disputa do segundo turno que acontece no dia 30 de outubro.

"O religioso é um cidadão e, por ser um cidadão, ele vota. Nessa eleição sim, a religião tem tido uma força muito forte por que as pessoas acordaram para o que é de fato a nossa vida pública nacional, que não tem como você dissociar o ser humano, que é um ser religioso, da sua participação na vida pública. Então, as igrejas acabaram tomando posição, tomaram lado e ela tem sim um contrapeso muito forte. Inclusive, a base social de sustentação do presidente Bolsonaro nesses últimos quatro anos foram sem sombra de dúvidas os evangélicos, uma das alas que mais o apoiou", disse Feliciano.

"A experiência da fé, sem dúvida nenhuma, orienta a nossa visão de mundo e as nossas ações. O importante é saber se a fé é um projeto de poder, de imposição e de violência - aí desrespeita a democracia, o estado laico - ou se a fé é um testemunho de amor, de serviço, de respeito, de compaixão, de solidariedade, de misericórdia. De fato, existe uma maioria que apoia o Bolsonaro no campo evangélico, mas não, não é a igreja evangélica que o apoia, por que ninguém pode falar em nome do campo evangélico. Existe diversidade, cerca de 30% dos evangélicos indicam voto em Lula", disse Vieira.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, nesta quinta-feira (20), uma resolução que dá poderes à Corte para que amplie o combate às fake news. A resolução, aprovada por unanimidade, permite que o tribunal possa “agir de ofício”, ou seja, sem ser provocado pelo Ministério Público ou advogados.

No Debate CNN, os parlamentares comentaram os impactos da medida e sobre o que pode ser feito para combater as notícias falsas nas igrejas.

"No campo evangélico do qual eu faço parte, a gente quer verificação de informações, não estimular correio de mentira, não descartar e condenar pessoas, não dizer que qualquer pessoa que seja é a encarnação do mal por que queremos uma cultura de paz e até mesmo de respeito nas diferenças", afirmou Vieira.

"Dentro das igrejas, não há o que se fazer por que nós não mentimos [...] A igreja está muito bem protegida nessa questão", disse Feliciano.

Acompanhe o Debate CNN completo no vídeo acima.

(Publicado por Lucas Rocha, com informações de Vinícius Tadeu)