Debate CNN: deputados discutem impacto das decisões do TSE nas eleições

Alexandre Padilha (PT-SP) e Alberto Neto (PL-AM) participaram do quadro nesta terça-feira (25)

Jorge Fernando Rodrigues, Ludmila Candal, Vinícius Tadeu e Tiago Tortella, da CNN, em São Paulo
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Os deputados federais Alexandre Padilha (PT-SP) e capitão Alberto Neto (PL-AM), vice-líder do governo na Câmara, discutiram nesta terça-feira (25) o impacto das decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no segundo turno das eleições 2022.

Durante o quadro Debate CNN, Neto afirmou que o Tribunal tem desrespeitado a Constituição e prejudicado a campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL).

"As medidas que o TSE tem tomado têm prejudicado muito a campanha do presidente, porque precisamos desse programa eleitoral para mostrar os grandes feitos do governo, e até comparar com o governo passado", explicou, acrescentando que algumas decisões da Corte adotou são, em sua visão, absurdas.

Padilha, por sua vez, tem um entendimento contrário ao do colega. O petista afirma que o TSE está seguindo a Constituição e o Código Eleitoral.

"Não é a primeira vez que se aplica o direito de resposta no país. Se o candidato Bolsonaro tivesse usado o seu tempo de TV para falar de coisas que fez no governo (…), mas não, usou o tempo de TV para fazer uma mentira em relação presidente Lula. E aí o presidente Lula pediu direito de resposta e o TSE reconheceu que estava sendo veiculada ali mentira, fato não verdadeiro no período eleitoral", argumentou.

Ambos ainda abordaram a prisão do ex-deputado federal Roberto Jefferson. Alberto Neto pontuou que "ele tem suas posições e tem que pagar por elas" e que "o presidente Bolsonaro não pode pagar pelo erro de um outro dirigente partidário", que, segundo o deputado, não faria parte da campanha de reeleição.

Alexandre Padilha destacou que "é inadmissível é uma figura como Roberto Jefferson ter ordem de prisão judicial e reagir como reagiu".

"Como uma pessoa que estava em prisão domiciliar tem fuzil em casa?", indagou, alegando em seguida que "a postura inicial do presidente da República não foi de solidariedade aos policiais, foi só citando Roberto Jefferson".

*assista ao debate completo no vídeo acima