Decisão de Lula sobre STF será respeitada por todos, diz Pacheco

Senador ainda afirmou que nomes no cenário político mineiro para 2026 devem ser definidos até final do ano

Duda Cambraia, da CNN Brasil, Brasília
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O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), um dos cotados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ser o sucessor de Luís Roberto Barroso no STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou que vai respeitar a decisão que for tomada pelo presidente e que caberá ao Senado fazer a avaliação do nome indicado.

“É muito importante que todas essas etapas sejam cumpridas com espírito público, com republicanismo, de modo que não há que se precipitar nenhuma especulação em relação a isso”, disse Pacheco.

A declaração foi dada nesta quinta-feira (23), quando o senador chegava para participar de sessão da comissão temporária do Senado para atualização do Código Civil.

Na semana passada, Pacheco afirmou se sentir "honrado" e "contente" por ser cotado para uma cadeira no STF. O senador ainda fez elogios ao advogado-geral da União, Jorge Messias, e ao ministro Bruno Dantas, do TCU (Tribunal de Contas da União), também cotados para a vaga.

Disputa ao governo de Minas Gerais

Antes de ser cotado para a vaga no STF, o senador Rodrigo Pacheco já era considerado o "plano A" do PT para a disputa pelo governo de Minas Gerais em 2026.

Nesta quinta-feira, o senador afirmou que os nomes que vão concorrer ao governo de Minas e ao Congresso devem ser definidos até o final deste ano.

“O campo democrático haverá de se reorganizar e apresentar bons nomes para o governo, para o Senado e chapas de deputados federais. É o diálogo político que nós temos que, até o final do ano, termos para definir esses nomes”, disse.

Pacheco relembrou a vontade de deixar a vida pública com o término do segundo mandato na presidência do Senado, em janeiro deste ano, mas afirmou que a decisão foi adiada para “discutir as questões de Minas”.

“Os temas de Minas sempre tiveram muito presentes entre nós, é natural que haja especulações a respeito de candidatura. É muito importante que haja opções no campo democrático que pretende evolução de Minas. Da forma como está, não está bom. É preciso melhorar, Minas tem que retomar o papel de protagonismo nacional”, disse Pacheco.